Esquema de pirâmide financeira é investigado pela Polícia Civil no Vale do Paranhana

Esquema de pirâmide financeira é investigado pela Polícia Civil no Vale do Paranhana

Mais de 100 vítimas tiveram prejuízo acima de R$ 25 milhões com promessa de retorno do dinheiro aplicado em imóveis

Por
Correio do Povo

Agentes cumpriram 14 ordens judiciais em Taquara, Rolante, Igrejinha, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre.


publicidade

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira a operação Faraó com o objetivo de combater os crimes de estelionato, crime organizado e lavagem de dinheiro através de pirâmide financeira. Mais de 100 vítimas tenham caído no golpe, cujo prejuízo estimado é de mais de R$ 25 milhões.

A ação ocorreu na região do Vale do Paranhana. Agentes sob comando do delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, da DP de Três Coroas, cumpriram 14 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, nas cidades de Taquara, Rolante, Igrejinha, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre.

Houve o recolhimento de documentos como de compra e venda patrimonial, tablets, aparelhos celulares, notebooks e computadores, entre outros, além de ser efetuada a prisão de um dos principais articuladores do esquema, um indivíduo de 32 anos de idade.

Ao longo das investigações, os policiais civis identificaram 15 suspeitos de participarem do grupo criminoso. O patrimônio adquirido pelos mesmos apontou 34 veículos e 30 imóveis que avaliados juntos somam mais de R$ 10 milhões, além de investirem em criptomoedas cujo rastreamento é mais difícil. Todos os bens estão sendo sequestrados judicialmente. A pirâmide financeira consistia na compra de imóveis com valores repassados pelas vítimas com a promessa de lucro decorrente de negociação futura, O titular da DP de Três Coroas observou que, após um determinado período, o dinheiro investido pelas vítimas no esquema não era mais devolvidos pois a compra e venda dos imóveis nunca existiu.

Pagamento de atores 

O delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari destacou ainda que os criminosos alegavam possuir estreita relação com uma grande empresa de consórcios gaúcha e pagavam “atores” para se fazerem passar por funcionários da mesma no intuito de ludibriar os investidores, sempre atraídos com promessa de lucro elevado que seria dividido em um segundo momento.


Segundo Caliari, as vítimas recebiam em alguns casos duas ou três primeiras transações valores decorrentes das negociações alegadas para terem confiança nos fraudadores. Elas então reinvestiram o lucro anterior e colocaram mais dinheiro nas operações seguintes, quando então não mais recebiam de volta os investimentos.