Estudantes de Medicina que tomaram vacinas diferentes são denunciados pelo Ministério Público

Estudantes de Medicina que tomaram vacinas diferentes são denunciados pelo Ministério Público

Universitários são acusados dos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva

Correio do Povo

Investigação do caso foi realizada pela CORE da Polícia Civil

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou os quatro estudantes do curso de graduação em Medicina na PUCRS que receberam doses de diferentes vacinas e foram indiciados pela Polícia Civil por fraude contra o sistema de imunização. A investigação havia sido realizada pela equipe do diretor do Grupamento de Operações Especiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), delegado Marco Antônio Duarte de Souza.

Os universitários, na faixa etária entre 22 e 25 anos, todos moradores de Porto Alegre, foram denunciados pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva. A promotora de Justiça Maria Alice Buttini explicou que, no dia 10 de maio deste ano, os quatro estudantes compareceram em uma farmácia do bairro Petrópolis. Por atuarem em estágio de campo, eles faziam parte do grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

Na farmácia, os universitários omitiram o fato de que já tinham recebido a primeira dose da vacina Coronavac e receberam então uma dose da Astrazeneca. O fato ocorreu antes mesmo do prazo previsto para o recebimento da segunda dose.

“Assim, os denunciados fizeram inserir em uma nova carteira de vacinação que obtiveram falsa declaração de que estavam recebendo a primeira dose da vacina e, ao mesmo tempo, omitiram em suas carteiras de vacinação o recebimento da segunda dose”, fundamentou a promotora de Justiça Maria Alice Buttini na peça.

O golpe somente foi descoberto no momento em que, após a aplicação das vacinas, a profissional de saúde que lhes atendeu foi realizar o lançamento da dose aplicada no sistema de controle vacinal da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. Ao constatar a duplicidade de primeiras doses, ela comunicou à Pró-Reitoria de Graduação da PUCRS.

“A conduta dos denunciados infringiu as determinações emanadas pelo Poder Público para impedir a propagação da doença contagiosa”, finalizou a promotora de Justiça Maria Alice Buttini.

O MPRS não ofereceu aos denunciados proposta de acordo de não persecução penal, pois nenhum deles confessou, formal e circunstanciadamente, a prática das infrações penais que lhe são imputadas.Já no inquérito da Polícia Civil foi solicitado o pedido de prisão dos quatro universitários.


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