Facção criminosa que atua na Serra é alvo de operação da Polícia Federal

Facção criminosa que atua na Serra é alvo de operação da Polícia Federal

Em seis meses, grupo trouxe mais de 1,5 tonelada de cocaína e movimentou cerca de R$ 25 milhões

Correio do Povo

Houve cumprimento de 50 ordens judiciais, 11 sequestros de veículos e imóveis, além de bloqueio de mais de 57 contas bancárias

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A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira a operação Teiniaguá para desarticular organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e armas para fornecimento à facção estabelecida na região da Serra Gaúcha. A ação, com 118 ordens judiciais em dez cidades, visa principalmente a prisão e isolamento dos líderes, além da descapitalização patrimonial do grupo. Cerca de 180 agentes foram mobilizados.

Houve o cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva e outros 28 mandados de busca e apreensão em Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Sapiranga, Campo Bom, Parobé, Taquara, Lajeado e Charqueadas, bem como em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Na operação foram executadas ainda 11 sequestros judiciais de veículos e imóveis de propriedade dos investigados e bloqueio de mais de 57 contas bancárias de pessoas físicas e empresas, utilizadas para movimentar dinheiro de origem ilícita.

Em seis meses de investigação, a Polícia Federal apurou que o grupo internalizou, nesse período, mais de 1,5 tonelada de cocaína e enviou de forma ilegal para o exterior cerca de R$ 25 milhões destinados ao pagamento a narcotraficantes no Paraguai. Parte considerável desses carregamentos de entorpecentes eram habitualmente destinados à Serra.

As investigações indicam que o grupo criminoso atua dentro e fora do sistema prisional gaúcho. Três importantes lideranças da organização criminosa tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça. Um deles havia obtido há apenas dez dias o direito de cumprir pena em regime semiaberto, com o uso de tornozeleira eletrônica, após passar os últimos 11 anos recolhido no sistema prisional.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio.


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