Flordelis admite que sabia de plano para matar marido, mas nega participação

Flordelis admite que sabia de plano para matar marido, mas nega participação

Todos os réus prestarão depoimento e a parlamentar será a primeira. Deputada é acusada de ser a mandante do crime, segundo as investigações

R7 e AE

Flordelis é acusada de ser mandante do crime

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A deputada federal Flordelis foi ouvida nesta sexta-feira, sobre a morte do pastor Anderson do Carmo, no Fórum de Niterói, na região metropolitana do Rio. Na audiência, todos os 11 réus vão prestar depoimento. A parlamentar chegou ao local aparentando nervosismo e foi a primeira a falar.

Na audiência, a juíza Nearis dos Santos questionou a demora no pedido de socorro do pastor e a questão da arma que o Flávio tinha. Flordelis disse que ele fazia um curso de tiro por uma questão pessoal e que sofria ameaças.

Além disso, questionou sobre o relacionamento do Flávio com o pastor, que respondeu ter sido normal e bom. Sobre o envenenamento, a deputada afirmou Anderson do Carmo colocava a própria comida no prato e negou ter acrescentado veneno na bebida do pastor. 

A pastora declarou que um dos filhos adotivos, Lucas dos Santos, um dos que estão presos acusados pelo assassinato, mostrou uma mensagem de celular em que havia um pedido para que ele matasse Anderson. A mensagem havia sido enviada do próprio celular de Flordelis. Ela, contudo, alega que o texto fora escrito por uma de suas filhas afetivas, Marzy, que também está presa.

Ainda segundo a versão de Flordelis, ela chegou a mostrar a mensagem para o marido. “Pedi para ir a uma delegacia. Ele sentou comigo e falou que ele resolveria, pois não queria exposição com o nome dele”, disse a deputada na audiência desta sexta-feira, de acordo com o jornal Extra. Segundo ela, Anderson de fato conversou com Marzy. A filha adotiva, por sua vez, teria dito que escreveu aquilo por estar com raiva dele.

"Matar meu marido seria destruir minha própria vida. Depois de Deus e de minha mãe, ele era a pessoa mais importante da minha vida. Matá-lo foi quebrar minhas pernas, meus braços. Quem fez isso, quero que seja encontrado. Faço um apelo ao Ministério Público. Que encontre os culpados. Não mataram só meu marido. Parte de mim também morre", defendeu-se a deputada.

Caso

O pastor Anderson do Carmo foi morto com 30 tiros na porta de casa em 16 de junho do ano passado. Na quarta audiência sobre a morte do pastor Anderson do Carmo na sexta-feira foram ouvidas 14 testemunhas, sendo 10 de defesa e outras quatro de acusação. Entre elas estava o pai da vítima, Jorge de Souza.

As investigações, que na primeira fase apontaram dois filhos do casal como autores do crime, agora julga os autores intelectuais do crime. Segundo a Polícia Civil, além da execução, Flordelis e família teriam tentado envenenar Anderson por, pelo menos, um ano com veneno para ratos.


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