Gaúchos estão entre as vítimas de golpistas catarinenses que usam nome de operadora de telefonia
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Gaúchos estão entre as vítimas de golpistas catarinenses que usam nome de operadora de telefonia

Operação foi deflagrada pela Polícia Civil de SC que estima mais de dez mil lesados em todo o país

Por
Correio do Povo

Agentes cumpriram 69 mandados de busca e apreensão em oito cidades, além do bloqueio de valores e sequestro de veículos


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A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou à reportagem do Correio do Povo, no final da manhã desta terça-feira, que existem gaúchos entre as vítimas de uma organização criminosa que aplica golpes em nome de uma operadora de telefonia. Ao amanhecer do dia foi desencadeada a operação Última Chamada, coordenada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Florianópolis. “Sim certamente há vítimas também no Rio Grande do Sul”, assegurou a delegada Beatriz Ribas, observando que o número delas ainda está sendo contabilizado. As investigações apontam a estimativa de que mais de dez mil pessoas em todo o país foram enganadas.

Na operação, os agentes cumpriram 69 mandados de busca e apreensão sob coordenação da Delegacia de Estelionatos e Defraudações da Deic. A ação ocorreu nas cidades catarinenses de São José, Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e Tijucas, além de Recife e Joboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Houve ainda, no âmbito judicial, o bloqueio de 19 veículos e o sequestro de valores de 59 contas bancárias, sendo 30 contas de empresas e 29 de pessoas físicas, até o limite de R$ 10 milhões em cada uma.


O trabalho investigativo apontou que a organização criminosa se utiliza indevidamente do nome de uma operadora de telefonia para aplicar os golpes, utilizando centrais telefônicas para ludibriar as vítimas com o objetivo de obter dados de cartões bancários e outras informações delas para posteriormente efetuarem saques de valores indevidos e sem o consentimento das pessoas. As diligências prosseguem durante a tarde desta terça-feira e tem apoio da Polícia Civil de Pernambuco e de Delegacias de Polícia da Grande Florianópolis e de Tijucas.