IGP lidera ranking de identificação de vínculos genéticos de indivíduos por DNA no país

IGP lidera ranking de identificação de vínculos genéticos de indivíduos por DNA no país

Instituição compara amostras de DNA de corpos desconhecidos com material biológico de familiares de desaparecidos

Correio do Povo

Trabalho é feito pelo Laboratório da Divisão de Genética Forense do Departamento de Perícias Laboratoriais

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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) mantém a liderança no número de identificação de vínculos genéticos entre familiares e pessoas desaparecidas no Brasil. Segundo o XV Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), a instituição gaúcha processou 60 de um total de 156 no país inteiro.

O documento é organizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com base nos dados fornecidos pelos laboratórios de genética forense de 22 estados.

A identificação ocorre por meio do processamento das amostras de DNA não identificadas e da comparação com o material biológico de familiares que buscam seus desaparecidos. O trabalho, realizado pelo Laboratório da Divisão de Genética Forense do Departamento de Perícias Laboratoriais do IGP, se utiliza do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), onde constam mais de 5.251 perfis de restos mortais não identificados.

Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Sul possui atualmente o segundo maior banco de perfis genéticos de pessoas desaparecidas, com 1.086 amostras. “A cada dez pessoas desaparecidas identificadas pelo Banco de Perfis Genéticos no Brasil, quatro são identificadas pelo Banco de Perfis Genéticos gaúcho. Isso é reflexo de o IGP-RS priorizar todos os casos de identificação humana como urgência, assim que entram na instituição”, destacou o perito criminal Gustavo Kortmann, chefe da Divisão de Genética Forense do IGP.

“Entendemos que os familiares de pessoas desaparecidas ou que precisam do IGP para o serviço de identificação humana já passam por um sofrimento diário pela perda ou busca de seu familiar e que é nosso dever como serviço público minimizar esse sofrimento”, acrescentou.

O IGP também se destacou em outras categorias do relatório, ao atingir o número de 9.321 perfis genéticos de condenados do sistema penal gaúcho inseridos no BNPG. Com isto, o RS ocupa o quarto lugar no ranking nacional. A marca de dez mil coletas de material genético em apenados foi conquistada este ano.

Segundo o perito criminal Gustavo Kortmann, o IGP possui 11.338 amostras biológicas de condenados, das quais cerca de dois mil ainda estão em processamento para inserção no BNPG. A análise das amostras de condenados, que podem apontar a presença de um criminoso em um local de crime ou inocentá-lo de uma acusação, ajudaram a elucidar treze investigações criminais de novembro de 2020 a novembro de 2021.

Com a inserção de 3.138 novos perfis genéticos neste semestre, o IGP apresentou o segundo maior crescimento no ranking nacional em número de perfis genéticos coletados e inseridos no BNPG. Ao todo foram inseridos 25.790 perfis genéticos no país neste período. Desde o início do BNPG, em 2013, o IGP já inseriu 11.521 perfis genéticos coletados de vítimas (identificadas ou não), familiares, condenados do sistema penal e vestígios de local de crime.

Em 2021, o IGP registrou uma alta expressiva no número de pessoas que têm familiares desaparecidos e procuraram o BNPG para coletar material genético. “Tivemos neste semestre um crescimento de 54% no número total de familiares de pessoas desaparecidas, atualmente são 564, decorrente do mutirão de coleta de familiares de desaparecidos, realizado em junho e campanhas de divulgação do projeto ao longo do ano. Esse crescimento na captação de familiares resultou num aumento de 69% no número total de identificações de pessoas desaparecidas”, afirmou o perito criminal Gustavo Kortmann.


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