"Inacreditável e revoltante", diz pai de Henry sobre decisão da Justiça de soltar Monique Medeiros

"Inacreditável e revoltante", diz pai de Henry sobre decisão da Justiça de soltar Monique Medeiros

Leniel Borel, que atua como assistente de acusação, disse que vai acompanhar o MP-RJ no recurso contra a determinação

R7

Pai de Henry considerou revoltante decisão que mandou soltar mãe de Henry

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O engenheiro Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto em março do ano passado, considerou "inacreditável" e "revoltante" a decisão da Justiça que mandou soltar a mãe da criança, Monique Medeiros, acusada pela morte do filho, nesta terça-feira. Leniel, que atua como assistente de acusação, confirmou que os próprios advogados e o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) vão recorrer da determinação da juíza Elizabeth Louro, responsável pelo processo que apura a morte do menino de 4 anos.

"Monique é tão culpada quanto Jairo. Ela merece uma pena igual ou maior do que ele. Respeitamos a decisão da juíza, mas vamos recorrer, nós, assistentes de acusação, acompanhando o Ministério Público. É uma afronta para nós, cidadãos, soltar uma ré acusada de crime doloso. Como pode isso?  Daqui a pouco vai existir uma 'lei Monique Medeiros', que todo assassino, criminoso, vagabundo que se sentir ameaçado dentro da cadeia pode sair pela porta da frente. Como vou falar isso para todo o povo brasileiro que me ajuda e ora por mim?", questionou Leniel em um vídeo.

A magistrada concedeu a liberdade para Monique Medeiros, com a condição de que a ré use tornozeleira eletrônica e não tenha contato com terceiros, exceto familiares e advogados. Entre as justificativas para atender ao pedido da defesa da mãe de Henry, a magistrada citou a segurança da detenta, que recebeu ameaças na prisão. 

Na mesma decisão, a juíza manteve a prisão preventiva do outro réu, o ex-vereador Dr. Jairinho. Em nota, os advogados dele disseram que  a decisão "significa uma vitória" para a defesa do ex-vereador, que sempre sustentou a inocência de ambos e a falta de materialidade que pudesse implicar os dois no crime. Além disso, sustentou que os mesmos argumentos utilizados para soltar Monique servem para o réu. O casal foi preso em abril do ano passado, sob a acusação de atrapalhar as investigações do caso Henry. Monique e Jairinho tiveram a prisão preventiva decretada no processo que apura a morte do menino.

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