IPM que apurou caso da morte da costureira Dorildes Laurindo é concluído pela Brigada Militar

IPM que apurou caso da morte da costureira Dorildes Laurindo é concluído pela Brigada Militar

Ela e o amigo angolano foram baleados durante ocorrência da BM, sendo que três policiais militares foram indiciados

Correio do Povo

Os dois amigos fizeram um passeio ao Litoral Norte antes de retornarem para a Região Metropolitana

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A Brigada Militar concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o caso da morte da costureira Dorildes Laurindo, 56 anos, ocorrida em maio deste ano em Gravataí. Três policiais militares que atuaram na ocorrência foram indiciados por crime militar. “O Ministério Público Militar decidirá quanto ao oferecimento ou não de denúncia e seu respectivo enquadramento penal”, informou a BM em nota oficial. Os brigadianos serão submetidos a processo administrativo disciplinar e “permanecerão afastados das funções até a sua conclusão”. O IPM foi conduzido pela Corregedoria-Geral da BM.

Na noite de 17 de maio, a costureira Dorildes Laurindo, 56 anos, estava acompanhada de um amigo, o técnico em radiologia de nacionalidade angolana Gilberto Andrade de Casta Almeida, 26 anos, quando foi baleada por engano pelos policiais militares. Ela não resistiu aos graves ferimentos decorrentes de três tiros e faleceu no dia 2 de junho no Hospital Dom João Becker, sendo velada e sepultada no Crematório e Cemitério Memorial da Colina, no Distrito Industrial, em Cachoeirinha.

Retornando de um passeio em Tramandaí, no Litoral Norte, as duas vítimas encontravam-se em um Fiat Palio Weekend sem saber que o motorista de aplicativo era um foragido e usava documentos falsos. O efetivo da BM tentou abordar o veículo em Cachoeirinha, onde a costureira residia. Houve então uma perseguição até Gravataí. O criminoso abandonou o automóvel e fugiu a pé. A costureira e o angolano, que ainda encontravam-se no carro, foram então baleados. O foragido foi detido em seguida nas imediações. Com o esclarecimento do fato, o angolano, que mora no município de Anápolis, em Goiás, foi libertado por ordem judicial no final de maio, após 12 dias de detenção, recuperando-se ainda dos ferimentos.


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