Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra dois sequestradores de médica em Erechim

Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra dois sequestradores de médica em Erechim

Casal, que permanece preso desde outubro deste ano, tornou-se réus no processo

Correio do Povo

Residência serviu de cativeiro da vítima na cidade de Cantagalo, no Paraná

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O Juiz de Direito Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Criminal do Foro de Erechim, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra dois acusados de envolvimento no sequestro da médica ginecologista Tamires Gemelli da Silva Mignoni, 30 anos, ocorrido em outubro deste ano na cidade. Na decisão, o magistrado afirma que “há prova da existência do fato imputado e indícios de autoria em relação aos denunciados, conforme prova produzida no inquérito policial, que inclusive implicou na decretação da prisão preventiva dos mesmos”.

Os denunciados, que se tornaram agora réus no processo, têm prazo até o próximo dia 21 para responderem à acusação. Tratam-se de um vigilante do banco, que estava em licença-saúde e é apontado como o mentor e coordenador do sequestro, e uma mulher, que participou da abordagem e cuidou do cativeiro. Os dois sequestradores permanecem presos preventivamente. Outras duas pessoas, que também tiveram prisão decretada por envolvimento no crime, já foram soltas.

A médica havia sido sequestrada no final de uma manhã, após deixar o trabalho em uma unidade básica de saúde do bairro Aldo Arioli, em Erechim. Filha do prefeito Berto Silva, do município paranaense de Laranjeiras do Sul, a vítima foi libertada pela Polícia Civil no município de Cantagalo, no Paraná, cinco dias após seu desaparecimento. Os criminosos tinham exigido cerca de R$ 2 milhões no pedido de resgate.


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