Justiça condena dois envolvidos em ataque em 2019 contra Banrisul de Santana da Boa Vista

Justiça condena dois envolvidos em ataque em 2019 contra Banrisul de Santana da Boa Vista

Réus foram sentenciados com penas que somam mais de 40 anos de reclusão

Correio do Povo

Vítimas tiveram de proteger criminosos na frente do banco

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A Justiça condenou dois envolvidos no assalto contra o Banrisul de Santana da Boa Vista, ocorrido no dia 30 de agosto de 2019. Os réus receberam penas respectivamente de 23 anos, quatro meses e 16 dias e de 17 anos, três meses e seis dias de reclusão. O julgamento aconteceu em sessão plenária realizada no Tribunal do Júri da Comarca de Caçapava do Sul, sendo acolhida tese do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Os dois indivíduos foram condenados pela prática dos crimes de roubo à agência bancária, majorado pelo emprego de arma de fogo, concurso de agentes e restrição de liberdade das vítimas, além de duas tentativas de homicídio duplamente qualificado contra policiais militares no exercício da função.

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Atuou o Promotor de Justiça Gabriel Munhoz Capelani, do MPRS. Na instrução do processo, atuaram os promotores Diogo Gomes Taborda, Maurício Arpini Quintana e Frederico Carlos Lang.

“O resultado do julgamento demonstra a efetiva resposta da sociedade a criminosos que, fortemente armados, impuseram terror à pacata cidade de Santana da Boa Vista, por meio da formação de cordão humano em frente à agência bancária e cerceamento da liberdade de reféns, ação conhecida como 'Novo Cangaço', além de atentarem contra a vida de policiais militares que, mesmo estando em inferioridade numérica e de armas, tentaram, bravamente, obstar a fuga”, frisou o promotor de Justiça Gabriel Munhoz Capelani.

“A condenação reafirma o profundo respeito das comunidades de Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista àqueles que, diariamente, empenham as próprias vidas em defesa da população gaúcha”, acrescentou.

No ataque, quatro criminosos armados e com toucas ninjas, luvas e roupas pretas, mantiveram as vítimas, entre funcionários e clientes, como escudo humano na frente da agência bancária. Após se apossarem do dinheiro, os criminosos fugiram em uma Chevrolet Spin, de cor branca, com três reféns. As vítimas foram liberadas minutos depois.

Durante a fuga, uma das viaturas utilizadas pela Brigada Militar (BM) para atender a ocorrência foi alvejada. Outro carro da BM teve um dos pneus traseiros estourados porque passou em cima de miguelitos deixados pelo grupo. Mais tarde, os suspeitos abandonaram o veículo, que em seguida foi incendiado. Uma área de matagal, perto da BR 392, foi cercada pela BM.

Na época, a investigação do roubo foi conduzida pelos agentes da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil.


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