Megaoperação transfere 18 líderes de facções no RS para prisões federais

Megaoperação transfere 18 líderes de facções no RS para prisões federais

Ação contou com a participação de mais de 1 mil agentes

Paulo Tavares

No dia 3 de março, megaoperação transferiu 18 líderes de facções no RS para prisões federais

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Eram 6h20min desta terça-feira quando começaram a ser transferidos 18 presos, considerados líderes de organizações criminosas do Rio Grande do Sul, para penitenciárias federais, dando início a Operação Império da Lei. Os detentos saíram em comboio até um local conhecido como Parcão, em Charqueadas, situado a sete minutos do complexo prisional.  Foram empregados na ação 1,3 mil agentes federais e estaduais, 306 viaturas e sete aeronaves, sendo seis helicópteros e um avião. 

Após quase duas horas de remoção, os detentos foram levados de helicóptero para a Base Aérea de Canoas. Cada um dos seis aparelhos realizou três viagens, com um tempo de voo de 13 minutos até a pista da base.

Após o pouso na Base Área de Canoas, os detentos foram levados até uma sala reservada a 50 metros do local de embarque para a realização de exames de corpo de delito por médicos do IGP. Posteriormente, foram embarcados em um avião da Polícia Federal com destino a penitenciárias federais, onde serão mantidos isolados de qualquer contato com outros presos. 

De acordo com a Base Aérea, o transporte dos presos foi concluído. 

 

 

Rotina alterada 

A rotina da população de Charqueadas mudou com a transferência de 18 presos para presídios federais. Parte da área perto do Centro foi interditada. Uma fila com integrantes do 1º Batalhão de Choque garantia a segurança da remoção dos presos até os helicópteros. Algemados e com uma espécie de óculos com lentes escuras, os detentos iam até a aeronave, onde eram acomodados. Um PM ficou no estribo do helicóptero até a Base Aérea. 

O vice-governador e secretário de segurança do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, esteve tanto na saída do comboio da penitenciária modulada quanto no embarque dos detentos. Falando rapidamente com a imprensa, Vieira Júnior disse que operação foi um sucesso. "O problema é segurar a rua", comentou em uma alusão aos problemas que podem surgir com a transferência dos detentos, como atos de vandalismo.

A operação foi organizada pelas secretarias da Segurança Pública (SSP) e da Administração Penitenciária (Seapen). Pela União, a partir da determinação do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a ofensiva teve o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). Integrantes das polícias federal e Rodoviária Federal, e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército, Aeronáutica e Marinha do Brasil participaram da transferência. 

Diversas aeronaves foram usadas na ação policial / Foto: Guilherme Testa 

Forte aparato policial marcou a operação nesta terça / Foto: Guilherme Testa 

Helicóptero da BM foi utilizado na megaoperação / Foto: Guilherme Testa 


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