Milhares se despedem de vítimas de ataque a escola em Suzano
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Milhares se despedem de vítimas de ataque a escola em Suzano

Cerimônia coletiva foi realizada para quatro alunos e duas funcionárias

Por
AFP

Cortejo mobilizou cidade ainda chocada pelos atos violentos

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Uma multidão se despediu nesta quinta-feira dos mortos no massacre cometido na véspera por dois ex-alunos em um colégio em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Eles mataram oito pessoas e deixaram 11 feridos. Milhares passaram emocionadas pelo velório coletivo na Arena Suzano, cidade situada a 50 km de São Paulo, em choque desde que os ex-alunos Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, invadiram a escola estadual Raul Brasil, matando a tiros e golpes de arma brancas cinco estudantes e duas funcionárias.

Segundo a Polícia, depois do ataque brutal, o mais jovem matou o mais velho e se suicidou. Antes de invadir a escola, Guilherme já tinha feito uma vítima: seu tio Jorge Antônio de Moraes, dono de uma locadora de carros e lava-jato. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital. Os corpos de quatro jovens, com idades entre 15 e 17 anos, e das duas funcionárias, de 38 e 59, foram velados em uma quadra transformada em centro fúnebre por várias coroas de flores. Outro dois estudantes e Jorge Moraes foram enterrados em cerimônias separadas.

Os assassinos foram sepultados em cerimônias íntimas e com reforço policial. Apesar de ainda não se saber qual foi a motivação dos atacantes - amantes de videogames que entraram na escola armados com um revólver calibre 38, um machado, coquetéis molotov, uma besta e um arco profissional -, à medida que as horas passam mais detalhes sobre o massacre aparecem.

O ataque é incomum no Brasil, onde se discute se este tipo de violência pode ser atribuída à influência de imagens de ataques similares em escolas e universidades dos Estados Unidos ou à defesa do porte de armas de fogo pelo presidente Jair Bolsonaro, que recentemente flexibilizou sua posse, atendendo a uma reivindicação da bancada da bala, uma de suas bases de sustentação no Congresso.