Ministério Público pede desarquivamento do inquérito da morte do ex-marido de Alexandra Dougokenski

Ministério Público pede desarquivamento do inquérito da morte do ex-marido de Alexandra Dougokenski

Objetivo é apurar se realmente a vítima suicidou-se em 2007, em Farroupilha

Correio do Povo

Mulher é ré pelo assassinato do filho Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em maio do ano passado

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou à Justiça o desarquivamento do inquérito policial que apontou suicídio como causa da morte do então marido de Alexandra Dougokenski, ré pelo assassinato do filho Rafael Mateus Winques, de 11 anos. Em 2007, José Dougokiski foi encontrado morto dentro de casa, em Farroupilha, com uma corda no pescoço.

“Naquela ocasião, entendi que o expediente policial merecia ser arquivado, pois as observações feitas pelos peritos que elaboraram o laudo pericial diziam: com grande margem de certeza, que se tratava de morte autoinfligida, ou seja, um suicídio por enforcamento”, explicou o promotor de Justiça de Farroupilha, Ronaldo Lara Resende.

Diante de novos elementos apresentados ao Ministério Público, questionando eventuais falhas por parte das perícias oficiais, o promotor Ronaldo Lara Resende entendeu que deve ser feita uma análise mais acurada sobre o caso. Na promoção pelo desarquivamento, ele afirmou que a “grande margem de certeza” apontada não exclui a possibilidade dessa margem ser derrubada, se assim for demonstrado, com a reabertura das investigações.

“Embora não se vislumbre, salvo melhor juízo, uma falha nos laudos periciais, o fato é que os peritos não examinaram o contexto”, pontuou.

O Ministério Público pediu então que, reaberta a investigação, seja encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Caxias do Sul o material entregue ao MP para que os peritos que elaboraram e assinaram os laudos façam os esclarecimentos que entenderem pertinentes.

CASO

Rafael Mateus Winques desapareceu em 15 de maio do ano passado. O corpo foi encontrado dez dias depois, em uma caixa de papelão colocada no terreno da casa vizinha ao lado da que residia com a mãe e o irmão, no bairro Medianeira, em Planalto. A causa da morte indicada pela perícia foi asfixia mecânica, provocada por estrangulamento.

A denúncia contra Alexandra, que confessou à polícia a autoria do assassinato do filho, foi recebida pela Justiça em 13 de julho do ano passado. Ela responde por homicídio qualificado e outros três crimes conexos - ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual. Está recolhida na Penitenciária Municipal de Guaíba.

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