MP quer impedir transferência de três líderes de facção para o RS

MP quer impedir transferência de três líderes de facção para o RS

Justiça Federal do Rio Grande do Norte ordenou que criminosos gaúchos retornem para o Estado

Correio do Povo

Líderes de facção foram transferidos para presídios federais em 2017

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O Ministério Público do Estado pretende barrar o retorno ao Rio Grande do Sul de três criminosos gaúchos considerados de alta periculosidade, que estão recolhidos na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Nesse sentido, o MP vai acionar o Ministério Público Federal e requerer - por meio de petição junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul - a reversão da decisão da Justiça Federal do RN.

“Sobre a decisão do juízo federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, que determinou o retorno de três presos que estão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) para o Rio Grande do Sul, o Ministério Público reitera a necessidade da manutenção desses líderes de facções em penitenciárias federais de alta segurança. Em um contexto de 27 presos que foram transferidos durante a Operação Pulso Firme, o MP considera natural que em alguns casos haja divergência e irá buscar todas as medidas jurídicas cabíveis para reverter a decisão da Justiça Federal de Mossoró. Ainda no mês julho deste ano, o procurador-geral de Justiça, Fabiano Dallazen, encaminhou ofício aos juízes federais de Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN) fundamentando todo o trabalho realizado na Operação Pulso Firme e o resultado obtido na área da segurança pública com a transferência dos líderes de facções para presídios federais”, informou em nota oficial divulgada por volta do meio-dia de ontem em Porto Alegre.

O secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, também rechaçou a medida, afirmando que a permanência dos líderes de organizações criminosas em presídios federais é fundamental para a manutenção da "redução dos indicadores criminais em todo o Estado". "É mais um duro golpe na segurança pública gaúcha", ressaltou.

Os três detentos gaúchos que estão na Penitenciária Federal de Mossoró são conhecidos por envolvimento com facções. Um deles é Fábio do Gás, de 39 anos, que comanda o tráfico de drogas em Rio Grande sendo ligado à facção Os Manos. O segundo criminoso é Camarão, de 40, um dos líderes da quadrilha dos Tauras que é aliada da facção Os Manos. Ele tem envolvimento, inclusive, no assassinato de um policial civil em Cachoeira do Sul em 2011. Já o terceiro é Tiago Pasteleiro, de 32, também uma das lideranças da quadrilha dos Tauras. Ele arquitetou um plano de fuga em agosto de 2017 do Presídio Regional de Pelotas. Na ocasião, um caminhão foi arremessado de ré contra um muro da casa prisional, abrindo um buraco que permitiu a fuga de seis apenados, incluindo Camarão e Tiago Pasteleiro. O trio havia sido transferido da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) na operação Pulso Firme desencadeada em 28 de julho de 2017.

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