Na Bahia, crimes anteriores do "serial Killer do DF" ainda despertam traumas

Na Bahia, crimes anteriores do "serial Killer do DF" ainda despertam traumas

Despertado pela novos casos, familiares das antigas vítimas revivem todo o sofrimento

AE

Na Bahia, crimes anteriores do 'serial Killer do DF' ainda despertam traumas

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Moradores da cidade baiana de Barra dos Mendes, terra natal de Lázaro Barbosa, reagiram à notícia da morte do homem mais procurado do Brasil pela polícia de Goiás, na manhã desta segunda-feira, 28. "Desse, estamos livres, ninguém mais vai morrer pela mão dele", disse o sitiante Pedro de Oliveira, irmão de uma das vítimas de Lázaro. "Teve gente que comemorou, mas não vejo motivo. A gente acaba revivendo o que aconteceu", afirmou.

Pedro socorreu o irmão, José Carlos Benício de Oliveira, "Carlito", assassinado com um tiro por Lázaro em novembro de 2008. Ele o matou porque Carlito havia protegido uma mulher que o criminoso tentava estuprar. "Está passando direto na televisão, mas não consigo assistir. É um trauma que a gente carrega. É complicado ficar lembrando e revivendo isso", afirmou. "Muita gente tinha medo que ele voltasse."

Em 2008, após matar Carlito e Manoel Desidério, outro morador do bairro, Lázaro conseguiu escapar ao cerco da polícia durante 15 dias, até se entregar. Dez dias depois, ele fugiu da prisão.

O PM aposentado Anderson Sodré, que participou das buscas por Lázaro treze anos atrás, conta que, por pouco, não se tornou mais uma vítima do criminoso. "Quando ele fugiu da cadeia, fomos atrás. Ele conhecia mato como ninguém, pois desde criança ele caçava. Durante as buscas, dei de frente com ele e estava com o revólver na mão. Ele atirou, me joguei no chão e, quando levantei, ele já tinha sumido no mato."

A reportagem não conseguiu contato direto com os pais de Lázaro, que ainda moram no povoado de Melancia, bairro rural em que ele cresceu. Uma tia dele, Zilda Maria, disse que os parentes estão muito abalados e, de certa forma, um pouco aliviados, pois já esperavam um desfecho trágico. Segundo ela, a mãe de Lázaro desligou o celular e se isolou, após receber ameaças de morte de pessoas desconhecidas, durante a caçada a seu filho.

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