Ofensiva contra narcotráfico tem 23 presos na Região Metropolitana

Ofensiva contra narcotráfico tem 23 presos na Região Metropolitana

Operação com apoio da Brigada Militar ocorreu em Porto Alegre, Canoas e Sapucaia do Sul

Correio do Povo

Houve cumprimento de 60 ordens judiciais

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Uma ofensiva contra o narcotráfico na Região Metropolitana de Porto Alegre resultou em 23 prisões na manhã desta terça-feira durante a operação Turno Final da Polícia Civil. A ação foi coordenada pela 3ª DP de Canoas, sob comando do delegado Rodrigo Caldas. Houve apoio da Brigada Militar. Cerca de R$ 16 mil em dinheiro, drogas e telefones celulares foram recolhidos.

Cerca de 250 agentes e 60 policiais militares em 90 viaturas cumpriram 60 medidas cautelares judiciais, sendo 16 mandados de prisão preventiva e outros 44 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas e Sapucaia do Sul. O helicóptero da Polícia Civil atuou junto devido aos locais serem áreas conflagradas pelo tráfico de drogas.

As investigações duraram nove meses e tiveram como alvo uma rede de narcotráfico. Ao longo do trabalho investigativo, outras 28 prisões foram efetuadas. “Os traficantes locais passaram a assumir uma postura semelhante a uma milícia, oprimindo os moradores, retirando-os de suas casas, determinando toques de recolher e os obrigando a pintar fachadas e muros, que antes continham referências expressas a grupos de tráfico de drogas", observou o delegado Rodrigo Caldas.

Já o comandante do 15º BPM, tenente coronel Jorge Dirceu Filho, afirmou que “essa é mais uma operação integrada no combate a criminalidade organizada de Canoas, contribuindo para a manutenção dos baixos índices de criminalidade no município”. Para o oficial da BM, a ação "imprime redução direta no tráfico, mas também de maneira indireta na redução de outros crimes como roubo a pedestres, residências e veículos”.

Por sua vez, o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, ressaltou que “chama atenção os artifícios utilizados pelos narcotraficantes para tentar despistar as ações policiais, como por exemplo a colocação de criminosos de menor importância no crime como alvos para primeira prisão da polícia”. Ele citou ainda a “ideia de manutenção da segurança de alguns bairros da cidade para buscar a simpatia da comunidade”.


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