Operação combate comércio de acessórios ilegais utilizados na caça, em Erechim
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Operação combate comércio de acessórios ilegais utilizados na caça, em Erechim

Donos de uma loja de um clube de caça, pesca e tiro foram presos pelos agentes da Delegacia do Meio Ambiente

Por
Correio do Povo

Arma, munição, lunetas e até silenciador de uso restrito foram apreendidos na ação


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O fornecimento ilegal de acessórios para caça foi alvo da operação Fogo Central desencadeada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira em Erechim. Agentes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Porto Alegre, cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em uma loja de caça e pesca e também em um clube de caça, pesca e tiro, além das residências dos sócios dos empreendimentos, na cidade. Na ação, os policiais civis apreenderam uma espingarda calibre 22 em situação irregular, três caixas de munição de origem estrangeira sem a respectiva documentação de importação e nota fiscal, três lunetas e um silenciador de arma.

Os dois proprietários foram presos, sendo um por posse ilegal de arma de fogo e munição de uso permitido. Já o outro foi detido por posse ilegal de acessórios de uso restrito.  A titular da Dema, delegada Marina Vera Goltz, explicou que um deles pagou fiança e responderá o processo em liberdade. “O outro, que tinha o silenciador que é de uso restrito, e ficou preso, sendo encaminhado ao presídio”, observou.

Ela lembrou que a ação realizada nesta quarta-feira é uma consequência do que havia sido apurado de informações após a deflagração da operação Bad Hunters em 27 de agosto dese ano em Erechim e Lagoa Vermelha. Na ocasião, a ação da Dema foi direcionada aos crimes de caça ilegal de animais silvestres nos dois municípios. Oito pessoas foram presas e ocorreu a apreensão de 50 armas de caça, munição, máquinas de recarga de cartuchos, suprimentos para recargas, silenciadores, lunetas, telefones celulares, licenças de controlador de javalis no Ibama, mais de 100 quilos de carnes de animais abatidos e armadilhas.


Houve na época o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão após investigação iniciada em dezembro do ano passado a partir de denúncias de que uma organização criminosa utilizava indevidamente autorizações para manejo de javalis mas caçava qualquer animal da fauna silvestre, como veados campeiros, tatus, capivaras, pacas, ratões do banhado, perdizes e perdigões.