Operação combate facção criminosa envolvida com narcotráfico e lavagem de dinheiro

Operação combate facção criminosa envolvida com narcotráfico e lavagem de dinheiro

Grupo abastece, sobretudo com cocaína, a Região Metropolitana de Porto Alegre e o Interior

Correio do Povo

Houve o cumprimento de 27 ordens judiciais

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O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil desencadeou na manhã desta terça-feira a operação Planalto contra uma facção criminosa que fornece drogas em larga escala, sobretudo cocaína, para a Região Metropolitana de Porto Alegre e Interior. A investigação foi coordenada pelo delegado Thiago Benemann. Ele observou que a base do grupo fica na Zona Norte da Capital e que os traficantes vangloriam-se inclusive de que os pontos de venda de cocaína no bairro Jardim Planalto serem os mais procurados da cidade.

Houve o cumprimento de 21 mandados judiciais de busca e apreensão e outros seis mandados de prisão preventiva em Porto Alegre, Cachoeirinha, Viamão e Capão da Canoa. Em torno de 100 agentes foram mobilizados. Material para fins de investigação foram recolhidos.

Três criminosos foram presos na ação. Um dos alvos foi um dos líderes da facção, que emitia as ordens através de um telefone celular de dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre, além de gerentes do narcotráfico.

Outros três criminosos permanecem foragidos. Um deles também é uma das lideranças e que está foragido após o recente rompimento da tornozeleira eletrônica. O traficante não foi localizado onde estaria escondido no Litoral Norte.

Segundo o delegado Thiago Benemann, a facção fazia a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes através de uma revenda de veículos, de um açougue e de uma lancheria, sendo que nesta última a cocaína era entregue aos clientes disfarçada com lanches.

A investigação começou em maio deste ano com a apreensão de cerca de 35 quilos de maconha com um traficante em Cachoeirinha. Durante o trabalho policial, um outro indivíduo foi detido com uma grande quantidade de drones. “A gente tem elementos para crer que utilizavam os drones para fazer remessa de entorpecentes para dentro de presídios”, observou o delegado Thiago Benemann.


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