Operação do Denarc atinge lideranças de facções gaúchas abastecidas com drogas

Operação do Denarc atinge lideranças de facções gaúchas abastecidas com drogas

Investigação apontou movimentação mensal entre duas e três toneladas de maconha, representando R$ 2,5 milhões

Correio do Povo

Houve o cumprimento de 30 ordens judiciais, incluindo quatro casas prisionais

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Um esquema de abastecimento de maconha vinda do Paraguai para três facções gaúchas, inclusive rivais entre si, foi descoberto pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil. A movimentação mensal ficava entre duas e três toneladas de maconha, representando algo em torno de R$ 2,5 milhões. Cocaína também fazia parte das negociações.

Ao amanhecer desta terça-feira, a operação CabeçaS, coordenada pelo delegado Alencar Carraro, foi deflagrada tendo como alvos as lideranças destas organizações criminosas.

Houve o cumprimento de 30 ordens judiciais, sendo 21 mandados de prisão preventiva e outros nove de busca e apreensão em Porto Alegre, Cachoeirinha e Alvorada, além do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Ao menos 14 prisões foram efetivadas na ação, sendo recolhidas ainda armas e drogas. Três alvos encontram-se nas penitenciárias federais de Campo Grande e Porto Velho, enquanto outros cinco na Cadeia Pública de Porto Alegre e Penitenciária Estadual de Charqueadas. Ao longo da investigação, outros 11 suspeitos foram detidos, além da apreensão de mais de 400 quilos de drogas, veículos e armas.
 
O delegado Alencar Carraro enfatizou que o objetivo principal da operação foi atingir esses líderes do tráfico de entorpecentes. O trabalho investigativo começou em meados do ano de 2019, a partir de uma apreensão de 250 quilos de maconha realizada pela Receita Federal, vindos de São Paulo.

Os policiais civis do Denarc apuraram que a droga vinha em caminhões por via rodoviária do Paraguai e chegava em Porto Alegre, onde então era negociada pelo fornecedor com as facções. A rota passava pela BR 470, em Lagoa Vermelha.

 “Responsabilizamos somente quem tem liderança: o fornecedor e os receptadores”, observou o delegado Alencar Carraro, destacando ainda o apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul e do Poder Judiciário. “Em termos de lideranças eles vão se ajudando”, constatou, referindo-se ao fato de serem de facções rivais.

O diretor de investigação do Denarc, delegado Carlos Henrique Wendt, ressaltou que ações como esta têm fortalecido a estratégia da Polícia Civil em focar nas grandes organizações criminosas atuantes no Estado.

Foto: Record TV RS / Especial / CP


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