Operação Marias é realizada pela Brigada Militar com 56 patrulhas Maria da Penha em 98 municípios

Operação Marias é realizada pela Brigada Militar com 56 patrulhas Maria da Penha em 98 municípios

Policiais militares fiscalizam medidas protetivas de urgência e verificam situação das vítimas, além de doarem cestas básicas e agasalhos

Correio do Povo

Meta até 2021 é de que todas as cidades gaúchas tenham uma unidade com pelo menos um brigadiano capacitado

publicidade

A Brigada Militar desencadeou na manhã desta segunda-feira a operação Marias com o objetivo de fortalecer as ações de fiscalização no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres. A mobilização envolve as 56 Patrulhas Maria da Penha da BM que atuam em 98 municípios. A ação marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, nome dado à lei nº 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006. A meta é a redução dos indicadores de violência doméstica e familiar contra a mulher no Rio Grande do Sul, especialmente em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Além das fiscalizações de medidas protetivas de urgência e acompanhamento das vítimas com identificação da situação atual, as Patrulhas Maria da Penha efetuam prisões de agressores que tenham infringido a determinação de afastamento das vítimas. A coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha, major Karine Soares Brum, explicou que a rotina das unidades é de fiscalização das medidas protetivas de urgência.

“Estamos nesta operação, no entanto, estamos focando também em prisões por descumprimento dessas medidas protetivas”, enfatizou. “Estamos também fazendo doações de cestas básicas, agasalhos e brinquedos para aquelas famílias que atendemos e estão em situação de vulnerabilidade”, acrescentou.

Segundo a major Karine Soares Brum, o trabalho das Patrulhas Maria da Penha ocorre sempre com casais que não residem mais juntos e houve o rompimento do relacionamento. “A fiscalização é justamente para ver se a decisão do afastamento está sendo respeitada pelo agressor. Já com a vítima, a gente vê se o agressor está perturbando, ameaçando ou tentando voltar para a residência”, observou.

A coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha anunciou que duas novas unidades devem ser instaladas em São Borja e Sapiranga, sendo que essa última possivelmente agora em setembro. A major Karine Soares Brum destacou ainda que o programa teve um grande avanço em 2020 com o aumento das unidades e ampliação do número de municípios atingidos, além de capacitação de mais brigadianos. A meta, lembrou, é que existam Patrulhas Maria da Penha da BM em todas as cidades gaúchas até 2021, com um policial militar capacitado no mínimo em cada uma.

No Litoral Norte, por exemplo, a operação Marias acontece em Osório, Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Xangri-Lá, Torres e Arroio do Sal, com participação das Patrulhas Maria da Penha do 8º BPM e do 2º BPAT. Já no Vale do Rio Pardo, a mobilização ocorre em Rio Pardo, Pantano Grande, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Cachoeira do Sul com as unidades do 2°BPM, 23°BPM e 35°BPM. Na Serra, a ação é realizada em Caxias do Sul, Canela, Bento Gonçalves, Farroupilha, Gramado, Vacaria, Igrejinha e Três Coroas, com envolvimento do 10º BPM, 12º BPM, 36º BPM, 1º BPAT e 3º BPAT.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895