Operação que combate furto de energia em Porto Alegre prende 23 pessoas em seis meses

Operação que combate furto de energia em Porto Alegre prende 23 pessoas em seis meses

Em um mês, pelo menos sete flagrantes ocorrreram em academias de ginástica

Bibiana Dihl / Rádio Guaíba

Em um mês, pelo menos sete flagrantes ocorrreram em academias de ginástica

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A Operação Blecaute, que combate o furto de energia em estabelecimentos comerciais da Capital, já realizou 23 prisões desde abril, quando foi deflagrada. Os presos, geralmente em flagrante, são donos ou gerentes dos estabelecimentos, que apesar do flagrante, seguem funcionando.

Os alvos da operação são identificados através de denúncias ou de suspeita da CEEE, que trabalha em conjunto com a Polícia Civil. Há estabelecimentos identificados pela concessionária que, pelo tamanho, consomem muito pouco e há pontos descobertos através de um software que identifica quedas abruptas no consumo de energia.

Grande parte dos alvos da operação são academias de ginástica. Conforme a CEEE, somente no último mês foram sete flagrantes nesse tipo de estabelecimento. O delegado Alexandre Luiz Fleck, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), explica por que as academias cometem o crime:

“As pessoas não estão afim de pagar muito para fazer academia. Então, as academias colocam o preço lá embaixo para tentar concorrer. Mas para colocar split e esteira elétrica, que consomem muita luz… A maioria das empresas não consegue sobreviver pagando a luz. Redes grandes fazem ofertas melhores, e as menores querem competir no mercado, mas o custo da luz é o principal gasto, podendo chegar a R$ 8 mil por mês”, relata.

Prisão no bairro Floresta nesta segunda

Nesta segunda-feira, em mais uma etapa da operação, um homem foi preso em flagrante em uma academia na avenida Cristóvão Colombo, no bairro Floresta, e encaminhado ao Presídio Central. Dos dois andares, um – o segundo – era totalmente abastecido de forma clandestina, sem relógio medidor, com ligação direta na rede, de maneira que toda a energia consumida era furtada da concessionária. O local possuía nove splits, seis chuveiros elétricos e dez esteiras elétricas.

A prática do crime gera instabilidade na rede elétrica, além de ser perigosa. O crime de furto qualificado rende pena de dois a oito anos de reclusão. Se forem somadas as prisões por furto fora da Operação Blecaute, o número chega a 28.

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