Organização criminosa de tráfico de drogas é alvo de operação da Polícia Civil

Organização criminosa de tráfico de drogas é alvo de operação da Polícia Civil

Ação foi realizada em Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires e Torres, além de Florianópolis (SC)

Correio do Povo

Houve o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e de outros dez mandados de prisão preventiva

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A Polícia Civil deflagrou ao amanhecer desta sexta-feira a operação Godfather com o objetivo de combater e desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de entorpecentes. O grupo atuava sobretudo nas cidades de Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires e Torres, além de ter um braço em Florianópolis, em Santa Catarina. A coordenação foi da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas de Lajeado (Draco) de Lajeado, sob o comando do delegado Dinarte Marshall Júnior. A ação teve apoio da Brigada Militar e da Polícia Rodoviária Federal. Seis cães farejadores foram empregados. Mais de 150 policiais em 48 viaturas foram mobilizados.

Houve o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e de outros dez mandados de prisão preventiva em residências particulares e estabelecimentos comerciais dos investigados. Houve o recolhimento de cerca de R$ 8 mil em dinheiro, um fuzil calibre 5,56 e duas espingardas calibre 12 e 24, bem como telefones celulares e um veículo. Um total de 12 criminosos foram presos. A maioria já tinha antecedentes por narcotráfico.

Segundo o delegado Dinarte Marshall Júnior, as investigações começaram em março deste ano. Os agentes da Draco de Lajeado realizaram atividades de inteligência policial e utilizaram os mais modernos meios de investigação forense, recebendo ajuda ainda das DPs de Teutônia, Bom Retiro do Sul e Venâncio Aires na identificação dos alvos e colheita das provas.

Ao longo do trabalho investigativo, os policiais civis realizaram um minucioso acompanhamento das atividades dos traficantes e usuários, identificando o modo de atuação, de onde a droga vendida era originada e quem a fornecia. “O fornecedor transportava cerca de 400 quilos de maconha a cada remessa, distribuindo 100 quilos para o Vale do Taquari a cada entrega”, relatou o titular das Draco de Lajeado. “Este fornecedor já fora alvo de investigação do Denarc da Polícia Civil e da Polícia Federal, estando há mais de 17 anos na traficância de drogas”, observou.

O delegado Dinarte Marshall Júnior disse ainda que foram identificadas também as formas de aquisição e venda nos municípios da região, além de uma estimativa do valor monetário movimentado pelos indivíduos na ocultação dos valores na aquisição de bens, principalmente pela chefia. “Acredita-se que o principal alvo local, o qual comandava a venda de maconha e drogas sintéticas em Lajeado e parte do Vale do Taquari, movimentava cerca de R$ 800 mil por ano”, calculou.

A organização criminosa tinha uma estrutura onde os gerentes que eram responsáveis por receber a droga enviada pelo chefe do grupo e distribuíam então entre os responsáveis pelas vendas nos pontos de venda. “Após as vendas, havia os responsáveis pelo recolhimento do dinheiro, e ocultação até a remessa semanal para o chefe, em Lajeado. O grupo utilizava serviços de táxi, aplicativo e motoboys para o transporte dos ilícitos e do dinheiro proveniente das vendas”, acrescentou.

Conforme os policiais civis, o líder e o fornecedor da droga utilizavam movimentação financeira na rede bancária oficial e a aquisição de bens móveis como carros e imóveis, o que caracteriza a lavagem de dinheiro. “Estamos certos de que operação desarticulou uma bem estruturada organização criminosa que atuava desde o ano de 2018 na região, explorando a venda de entorpecentes e realizando a ocultação e dissimulação dos valores obtidos por meios ilícitos”, destacou o delegado Dinarte Marshall Júnior. “Há relatos de usuários de que as dívidas de drogas eram cobradas com extrema violência pelos gerentes do tráfico, utilizando intimidação com armas de fogo e agressões”, recordou.

Durante as investigações, os agentes apuraram quem era o responsável pelo fornecimento das drogas vendidas pela organização nas regiões do Vale do Taquari e Rio Pardo. O indivíduo, de 36 anos, é originário de Venâncio Aires e foi preso no litoral catarinense durante a operação desta sexta-feira. Ele faz parte do “segundo escalão” de uma facção criminosa originada em Porto Alegre e com forte atuação no Vale do Taquari. “Tal indivíduo possui antecedentes por tráfico de drogas e era responsável por inúmeras remessas de drogas para o Rio Grande do Sul. As investigações apuraram que, em cada transporte, eram enviadas cargas entre 200 e 400 quilos de maconha”, enfatizou.


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