Paiol de grupo criminoso ligado à facção Os Manos é descoberto pela Polícia Civil em Novo Hamburgo

Paiol de grupo criminoso ligado à facção Os Manos é descoberto pela Polícia Civil em Novo Hamburgo

Há suspeita de que armamento seria usado em ataques a bancos e roubos de cargas

Correio do Povo

Houve a apreensão de um fuzil, kit roni, touca ninja, maconha e farta munição

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A Polícia Civil anunciou na manhã desta segunda-feira o “estouro” de um paiol mantido por um grupo criminoso ligado à facção Os Manos que estaria planejando inclusive ataques a bancos e roubos de cargas, entre outros crimes patrimoniais. A operação foi deflagrada entre a noite de domingo e madrugada de hoje pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, sob comando do delegado Thiago Lacerda, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, na região do Vale do Rio dos Sinos.

Em um apartamento, os agentes descobriram que se tratava de um depósito mantido pela organização criminosa. O local estava vazio no momento da ação. Houve a apreensão de um fuzil calibre 5.56 com um total de 569 munições, um kit roni que transforma uma pistola calibre 9 milímetros em submetralhadora, exatas 169 munições de calibre 9  milímetros, nove carregadores de fuzis, 11 cartuchos de espingarda calibre 12, quatro toucas ninjas e cerca de 20 quilos de maconha.

Na semana passada, a equipe da Draco de Canoas identificou e localizou  o imóvel que estaria sendo armazenado parte do armamento principal empregado pelo grupo criminoso. Há suspeita de que esse grupo de assaltantes estaria atuando no sentido de também capitalizar a facção criminosa que atua muito fortemente no tráfico de drogas.

Munição foi apreendida / Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP 

Os investigadores também acreditam que esse depósito é um entre outros que podem estar espalhados na região do Vale do Rio dos Sinos. A existência de vários locais teria como objetivo a descentralização do armamento visando reduzir os prejuízos em caso de uma ação policial.

As investigações serão aprofundadas para verificar inclusive se existe a possibilidade do fuzil ter sido utilizado em ações de roubo a banco em Santa Catarina. Os próximos passos do trabalho investigativo será o encaminhamento do material para coleta de DNA e identificação de quem tinha a posse do imóvel.

O titular da Draco de Canoas, delegado Thiago Lacerda, destacou “que as investigações buscam ligar os criminosos a ações pretéritas bem como atuar preventivamente para frustrar ações violentas que poderiam ocorrer no período de fim de ano”.  Já o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM, delegado Mario Souza, ressaltou que “foi uma ação contundente que causará prejuízo a organização criminosa” e que “as investigações serão realizadas para o completo mapeamento desse grupo criminoso”.  


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