PM é suspeito de envolvimento com traficantes em plano para matar juíza
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PM é suspeito de envolvimento com traficantes em plano para matar juíza

Magistrada aceitou denúncia contra 40 criminosos em operação da Polícia Civil

Por
Correio do Povo

PM é suspeito de envolvimento com traficantes em plano para matar juíza


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Policiais da Divisão Judiciária de Operações (DJO) e da inteligência da Delegacia Regional de Porto Alegre cumpriram, na manhã desta sexta-feira, mandado de busca e apreensão na residência de um policial militar, de Vespasiano Corrêa. O PM é suspeito de envolvimento com associação criminosa que teria encomendado a morte de uma juíza de Gravataí, seus familiares e outros PMs que prenderam mais de 120 traficantes a partir de uma megaoperação, a Clivium, realizada em junho do ano passado. A operação trata da corrupção de servidores públicos vinculados à organização criminosa.

Além disso, o PM ele estaria acessando dados no sistema de segurança para traficantes e mantendo vínculos com a associação criminosa. A ação resultou na apreensão de documentos, que deverão ser analisados pela Polícia.

A magistrada atuava no município na época da investigação e concedeu aos policiais os mandados de prisão e de busca. Ela também aceitou as denúncias que viraram processos judiciais, cerca de 40. Ela, devido às ameaças, foi transferida para outra comarca. Locais e nomes estão sendo mantidos em sigilo para preservar os envolvidos.

Durante esta semana um veículo usado para o tráfico de drogas foi apreendido. O veículo é um dos 30 com ordem judicial de busca e apreensão deferidos no ano de 2015, na operação Clivium.  Segundo o delegado Duarte, a investigação apurou, ainda, que a organização tinha um plano para matar a magistrada, seus familiares, e policiais vinculados ao caso.

Segundo a Polícia Civil, o plano foi elaborado dentro do Presídio Central pela cúpula da quadrilha, que reúne cerca de 15 detentos. Eles são tão perigosos que as audiências judiciais ocorrem dentro da casa prisional. Um deles teve de ser transferido para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

A organização criminosa possuía até um carro blindado com chapas de aço chamado de “caveirão“. O veículo, apreendido pela polícia, tinha espaço até para atiradores e teria sido usado para 30 assassinatos.

A investigação é dos delegados Marco Antônio de Souza, da Divisão Judiciária e de Operações, e do delegado Endrigo Marques, de Força Tarefa da Delegacia Regional de Porto Alegre. Segundo eles, esse grupo chegou a movimentar R$ 6 milhões e tem gerentes do tráfico que continuam atuando nas ruas para os líderes presos.