Polícia Civil confirma prisão de esposa de tenente morto em Sapiranga

Polícia Civil confirma prisão de esposa de tenente morto em Sapiranga

Além da viúva, o enteado da vítima foi indiciado por homicídio qualificado

Correio do Povo

Viúva foi detida na casa de uma irmã em Viamão

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A Polícia Civil confirmou na manhã desta terça-feira a prisão da esposa do primeiro tenente Glaiton Silva Contreira, 52 anos, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, que foi assassinado no final de outubro deste ano em Sapiranga. A viúva, de 45 anos, foi detida na tarde desta segunda-feira na residência da irmã dela, em Viamão, por participação no crime já confessado pelo filho, de 25 anos, e enteado da vítima.

Em entrevista ao Correio do Povo, o delegado Fernando Pires Branco explicou que “as suspeitas ocorreram em virtude de várias incoerências entre os depoimentos coletados e o depoimento dela”. De acordo com ele, a principal suspeita sobre a motivação do homicídio é de cunho patrimonial.

“Não se descarta da parte dela também motivo passional”, observou, referindo-se ao fato de que o casal estava se separando. “Mensagens de WhatsApp trocadas entre ela e o filho no dia do crime reforçam as suspeitas. Não foram definitivas, mas são elementos que ajudam na formação da convicção”, complementou.

O titular da DP de Sapiranga revelou ainda que existe a desconfiança de que a mulher “dopou e ajudou a carregar o tenente desfalecido para o carro”, mas "ela não confessou”. O delegado Fernando Pires Branco afirmou também que a esposa e o enteado da vítima foram indiciados por homicídio qualificado. O inquérito policial já foi encerrado.

O corpo do tenente havia sido encontrado na noite de 26 de outubro na rua Travessão Campo Bom, no bairro São Luís, em Sapiranga, quase no limite com Campo Bom. A vítima foi esfaqueada duas vezes no pescoço, vindo a óbito.

Os policiais civis prenderam o enteado logo após a descoberta do corpo do oficial. O jovem confessou então o crime, mas não havia falado sobre o envolvimento da mãe. Ele apresentou a versão de que agiu devido a disputa de um imóvel que seria dividido na separação da vítima e da mãe dele.

O rapaz, que durante o interrogatório demonstrou frieza, era estagiário do hospital da cidade e o éter usado para anestesiar a vítima, ainda dentro da residência da família, pode ter sido desviado da instituição. O Toyota Corolla, de propriedade do bombeiro militar, foi encontrado com o enteado no momento da prisão.


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