Polícia Civil identifica universitários da área da saúde que tomaram doses de vacinas diferentes

Polícia Civil identifica universitários da área da saúde que tomaram doses de vacinas diferentes

Investigação da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) visa descobrir de quem foi o erro

Correio do Povo

Inquérito é conduzido pelo delegado Marco Antônio Duarte de Souza

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A Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil anunciou a identificação dos quatro estudantes da Faculdade de Medicina da PUCRS, em Porto Alegre, que foram indevidamente vacinados contra a Covid-19 com a primeira dose da Coronavac e a segunda com a  AstraZeneca. “Eles foram intimados e interrogados. Em linhas gerais, alegam que foram levados a erro pelos administradores da vacinação”, afirmou o diretor do Grupamento de Operações Especiais da CORE, delegado Marco Antônio Duarte de Souza, ao falar sobre o inquérito na manhã desta segunda-feira.

“A investigação vai apurar agora se houve equívoco cometido pelos responsáveis pela vacinação e cadastramento” adiantou. O delegado Marco Antônio Duarte de Souza lembrou que estava faltando a Coronavac quando os quatro universitários buscaram a segunda dose, "sem falar nada" sobre qual havia sido a primeira dose. Ele observou também que os alunos enquadravam-se nos critérios para serem imunizados.

Na época, o Comitê Gestor da Escola de Medicina da PUCRS emitiu uma nota oficial. “Desde o começo da pandemia, a Universidade vem agindo com muita responsabilidade e cuidado com a sua comunidade, e em total conformidade com as normas legais. O mesmo ocorreu com o processo de imunização. Unimos esforços para conquistar a inclusão dos nossos estudantes entre os grupos prioritários, mas seguindo rigorosamente as determinações dos órgãos competentes”, informou então.

“O fato noticiado recentemente envolvendo uma minoria dos estudantes da Escola serve de alerta para a responsabilidade de cada um de nós. Conforme reiteramos desde o começo da pandemia, estamos vivendo uma crise sanitária global que exige que nos reconheçamos como coletividade, em que as atitudes de cada um/a impactam a vida de todos”, relatou no comunicado.

“Esperamos que este tenha sido realmente um caso isolado, que segue em análise pelos setores competentes da Universidade”, enfatizou, frisando que podiam ser vacinados apenas estudantes em estágio de campo em estabelecimentos de assistência à saúde humana por período superior a dez horas semanais.

“A aplicação da primeira dose para estudantes da área da saúde teve início em 22/4/2021, sendo suspensa em 27/4/2021 devido ao esgotamento de estoque de vacinas nas farmácias credenciadas. A mesma foi retomada no dia 10/5 para aplicação de primeira dose”, assinalou na nota oficial do Comitê Gestor da Escola de Medicina da PUCRS.


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