Polícia Civil impede que festas clandestinas sejam abastecidas com drogas no feriadão de Páscoa

Polícia Civil impede que festas clandestinas sejam abastecidas com drogas no feriadão de Páscoa

Houve a apreensão de mais de 2,3 mil comprimidos de ecstasy,13 quilos de maconha, 383 gramas de cocaína e 263 gramas de crack

Correio do Povo

Facção criminosa abasteceria sobretudo raves na Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte

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A Polícia Civil impediu que uma farta quantidade de drogas fosse comercializada em festas clandestinas previstas para ocorrerem durante o feriadão de Páscoa na Região Metropolitana de Porto Alegre e no Litoral Norte. A equipe da 1ª DP de Canoas, sob comando do delegado Rafael Pereira, apreendeu mais de 2,3 mil comprimidos de ecstasy e 13 quilos de maconha, além de 383 gramas de cocaína e 263 gramas de crack.

A ação ocorreu na madrugada desta terça-feira em um apartamento de um condomínio situado no bairro Guajuviras. “Era o depósito central de um grupo criminoso que atua na Região Metropolitana e Capital”, observou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, nesta manhã.

“O local era discreto, acima de qualquer suspeita e apropriado para ser uma espécie de esconderijo para a guarda da droga”, acrescentou.

O prejuízo estimado à organização de narcotráfico foi avaliado pelos agentes em cerca de R$ 300 mil caso as drogas fossem vendidas aos usuários. Os policiais civis recolheram ainda material de embalagem e três balanças de precisão.

As investigações apontam que o ecstasy provavelmente é proveniente do exterior. “Parte da droga seria distribuída para venda em possíveis festas e eventos clandestinos no feriado de Páscoa. Suspeitas apontam que estavam sendo organizadas em áreas rurais da Região Metropolitana e possivelmente no Litoral Norte”, disse o titular da 2ª DPRM. 

“São as chamadas raves, as festas eletrônicas. Essas drogas seriam distribuídas para uma rede de traficantes que atuaria nesses eventos”, complementou Mário Souza.

Conforme o delegado, a existência de possíveis eventos clandestinos está sendo monitorada pela Polícia Civil, visando impedir aglomerações em razão da pandemia do novo coronavírus.

Já o delegado Rafael Pereira confirmou que o depósito de drogas era abastecido por uma facção criminosa com ramificações. “As investigações continuam e o responsável pelo depósito será preso", assegurou. “Importante destacar que além do tráfico organizado que foi desarticulado, também foi prejudicada a realização dessas festas. É objetivo descobrir a localização de onde ocorreriam os eventos e identificar os organizadores”, concluiu por sua vez o delegado Mario Souza.

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