Polícia Civil investiga execução de líder de facção criminosa em Porto Alegre

Polícia Civil investiga execução de líder de facção criminosa em Porto Alegre

Vítima passeava com a filha pequena em uma praça, no bairro Jardim Itu Sabará, quando foi atacado

Correio do Povo

Acompanhada da criança, vítima (em vermelho) foi surpreendida pelos ocupantes de um carro sedan branco (em amarelo)

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A 5ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (5ª DPHPP) da Polícia Civil, sob comando do delegado Gabriel Bicca, assumiu as investigações sobre a execução de um dos líderes da facção criminosa Bala na Cara ocorrida em Porto Alegre. O assassinato do indivíduo conhecido como Queimado, de 46 anos, ocorreu na tarde deste domingo na praça Lino Augusto Schiefferdecker, na avenida Nestor Valdman, no bairro Jardim Itu Sabará, na Zona Norte da Capital.

A vítima passeava na calçada externa da praça com a filha, de apenas cinco anos de idade, quando um automóvel, modelo sedan e de cor branca, parou ao lado. Um dos ocupantes desceu do veículo e correu na direção da vítima, atirando com uma pistola calibre 9 milímetros. Queimado soltou a mão da criança e tentou correr para o interior da praça. O atirador o perseguiu efetuando mais tiros até matá-lo no local. Cerca de dez tiros foram efetuados. Já a criança escapou ilesa ao correr para longe do pai.

Após a execução, o atirador embarcou no carro que deixou o local em alta velocidade. Uma câmera de monitoramento de um prédio residencial, situado na frente da praça, registrou o assassinato. “Vamos ouvir testemunhas, procurar câmeras.... Estamos também monitorando eventual localização do veículo utilizado no fato”, resumiu o titular da 5ª DPHPP, delegado Gabriel Bicca, na manhã deste domingo à reportagem do Correio do Povo.

Já o responsável pela Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, delegado Arthur Raldi, recordou que Queimado era “um indivíduo com grande periculosidade”, envolvido em homicídios, roubos e tráfico de drogas. O titular da Decap confirmou que era uma das lideranças de uma das “organizações criminosas mais violentas” do Rio Grande do Sul.

Arthur Raldi recordou também que Queimado havia sido preso em duas ocasiões pela Delegacia de Capturas do Deic. A mais recente ocorreu em fevereiro do ano passado, quando estava foragido e foi detido escondido no sótão de uma residência no bairro Santana, em Porto Alegre.

Antes, o criminoso foi capturado em setembro de 2017 na praia de Matinhos, no município de Caiobá, no Paraná, onde havia comprado um imóvel. A prisão aconteceu após sete meses de trabalho investigativo do paradeiro dele depois de ter sido considerado foragido em março de 2016 e ter refugiado-se então na Argentina.

Na época, Queimado tinha dois mandados judiciais, sendo um decorrente de sentença penal condenatória definitiva com uma pena de 33 anos e 3 meses de reclusão.

Em fevereiro deste ano, Queimado recebeu o benefício da progressão de regime e recebeu uma tornozeleira eletrônica ao ser solto, devendo cumprir a pena em prisão domiciliar.


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