Polícia Civil investiga produção do Purple Drink, droga que mistura codeína com refrigerante

Polícia Civil investiga produção do Purple Drink, droga que mistura codeína com refrigerante

Quatro suspeitos já foram presos, sendo que três na manhã desta terça-feira em Porto Alegre

Correio do Povo

Produto era desviado do HPS ou comprado em farmácia com receita falsa

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A Polícia Civil anunciou na manhã desta terça-feira a prisão de três envolvidos em um esquema de produção da droga conhecida como Purple Drink. Trata-se de uma substância psicotrópica utilizada pelos jovens de poder aquisitivo, sendo misturada codeína com energético ou refrigerante, ficando com a cor roxa. A comercialização ocorria em um perfil no Instagram.

Entre os presos está um empregado de uma terceirizada da farmácia interna do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre. As ordens judiciais foram cumpridas também em residências dos suspeitos nos bairros Partenon e Santa Cecília, na Capital.

Um quarto indivíduo havia sido detido em junho passado no bairro Partenon. Na ocasião, os agentes apreenderam 176 frascos de codeína em seis caixas. Em farmácias, ele adquiria ilegalmente o medicamento, que é indicado sobretudo para a tosse, de uso controlado e com exigência de receita especial. O receituário falsificado que possibilitava a compra da codeína estava em nome de uma médica que encontrava-se no exterior e cujos dados profissionais foram usados ilegalmente.

NOTA OFICIAL

A codeína também vinha sendo desviada da farmácia interna do HPS. Conforme a Secretaria Municipal da Saúde, a instituição hospitalar acompanhou e colaborou com o trabalho policial. Uma nota oficial foi divulgada. 

"A instituição recebeu os lotes de codeína no mês de maio. A farmacêutica responsável pelo inventário percebeu a falta de 180 frascos do remédio e comunicou imediatamente os agentes. Com relação ao funcionário da empresa terceirizada apontado como envolvido no esquema, trata-se de um auxiliar de farmácia que trabalha há cerca de um ano no HPS. Ele será imediatamente afastado do cargo e a empresa terceirizada que prestava o serviço está em processo de substituição. O HPS abriu sindicância interna para apurar o ocorrido", informou.

"O Hospital de Pronto Socorro informa que vem adotando medidas para controlar com mais rigor a distribuição de medicamentos potencialmente perigosos e medicações de alta vigilância", frisou no comunicado.


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