Polícia Civil já ouviu 40 testemunhas no inquérito do caso Carrefour em Porto Alegre

Polícia Civil já ouviu 40 testemunhas no inquérito do caso Carrefour em Porto Alegre

Inquérito deverá ser finalizado nesta sexta-feira

Correio do Povo

Delegados atualizam inquérito à imprensa nesta segunda-feira

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A Polícia Civil segue investigando a morte, após espancamento por dois seguranças, de João Alberto Silveira (Beto) no estacionamento do hipermercado Carrefour no dia 19 de novembro em Porto Alegre. Em coletiva à imprensa nesta segunda-feira, a delegada Roberta Bertoldo, titular da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que 40 testemunhas já foram ouvidas desde o dia 20 de novembro, quando iniciou a investigação do homicídio.

De acordo com ela, algumas testemunhas relataram que Beto teria um histórico de "provocações" aos seguranças do local. Roberta também contou que alguns clientes do Carrefour procuraram a polícia para depor. Contudo, a delegada frisou que essas informações "não mudam em nada o fato de ter ocorrido um homicídio".

"Estamos buscando o perfeito enquadramento e indiciamento das pessoas investigadas. Porém, em termos de qualificadora, isso não altera na possibilidade de existirem penas mais agravadas. Tanto em motivo fútil como torpe têm as mesmas penas no nosso código penal, o que são penas elevadas, maiores do que o homicídio simples", destacou a delegada Vanessa Pitrez, diretora do Departamento de Homicídios, que também participou da coletiva. O inquérito deverá ser finalizado nesta sexta-feira.

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A morte de Beto causou revolta nacional. Protestos foram convocados em vários estados do país, sendo os maiores em São Paulo, Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, ocorreram dois atos em frente à unidade do estabelecimento situada na zona Norte, onde ocorreu o crime. 


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