Polícia Civil prende integrantes de facção que extorquiam e ameaçavam empresários em Taquara

Polícia Civil prende integrantes de facção que extorquiam e ameaçavam empresários em Taquara

Vítimas tinham de pagar para garantir a segurança delas e dos familiares, além de evitarem que estabelecimentos comerciais fossem incendoiados pelos criminosos

Correio do Povo

Sete veículos e farto armamento além de munição e dinheiro, foram apreendidos

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A Polícia Civil investiga um grupo de integrantes de uma facção criminosa que extorquiam e ameaçavam empresários na região de Taquara. As vítimas eram submetidas a uma espécie de “pedágio” e tinham de pagar para garantir a segurança delas e de familiares. Os bandidos diziam até que colocariam fogo nos estabelecimentos comerciais, caso não ocorressem os pagamentos.

Na manhã desta sexta-feira, a equipe da titular da DP de Taquara, delegada Rosane de Oliveira, prendeu quatro indivíduos. Houve o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e de outros quatro mandados, sendo três de prisão preventiva e uma temporária. A Brigada Militar prestou apoio nas ordens judiciais.

Os agentes recolheram sete veículos e farto armamento, sendo um fuzil calibre 556, duas carabinas de calibres 22 e 38, duas pistolas calibres 380 e 9 milímetros, uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38, além de munições diversas, telefones celulares e R$ 4.690,00 em dinheiro.

“O presente crime estava sendo praticado mediante grave ameaça às vítimas e suas famílias, e a seus estabelecimentos comerciais, utilizando-se do poder da facção criminosa, inclusive perseguindo as vítimas com veículos, enquanto as vítimas estavam com suas famílias, a fim de aterrorizá-las”., observou a delegada Rosane de Oliveira.

“É relevante mencionar que trata-se de um crime grave onde as vítimas inclusive temiam registrar ocorrência, por medo de represália. Contudo, a Polícia Civil reforça que é de suma importância o registro de ocorrência para que as diligências de investigação possam ser realizadas mais rapidamente e os acusados sejam responsabilizados pelos seus atos”, acrescentou.


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