Polícia Civil segue investigação sobre a morte de homem espancado em Nova Prata

Polícia Civil segue investigação sobre a morte de homem espancado em Nova Prata

Vítima foi morta a socos e pontapés por pelo menos 40 pessoas no dia 8 de novembro

Cláudio Isaías

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Mais de 40 pessoas serão ouvidas na investigação da Polícia Civil sobre a morte de homem espancado em Nova Prata, na Serra gaúcha. Arlindo Elias Pagnocelli, 39 anos, recebeu socos e pontapés em uma confusão que ocorreu na praça central da cidade no dia 8 de novembro. Ele foi atacado por pelo menos 40 pessoas no domingo à noite.

Após a agressão, ele foi levado para o hospital da cidade, mas em consequência da gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o hospital de Vacaria onde veio a falecer no dia 18 de novembro. A Brigada Militar esteve no local, bem como uma ambulância do Samu, que levou a vítima para o Hospital São João Batista, em Nova Prata, em estado grave. Ele foi transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital em Vacaria. 

A delegada Liliane Pasternak Kramm, responsável pelo caso, pretende ouvir todos os envolvidos que aparecem em imagens das câmeras de videomonitoramento. Parte do grupo já começou a ser ouvido.

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Segundo relatos, a vítima teria dito frases que importunaram duas mulheres que passavam pelo local. Uma delas, teria chamado outras pessoas, e partir deste momento, Pagnocelli começou a apanhar. Ele conseguiu se livrar dos agressores e teria corrido por cerca de 200 metros. No entanto, ele foi alcançado e as agressões continuaram. 

Polícia Civil considera caso de tentativa de homicídio 

A Polícia Civil considera o caso uma tentativa de homicídio porque ele seguiu sendo agredido mesmo estando desacordado. Familiares da vítima disseram que não há provas de que ele tenha cometido qualquer ato condenável. Pagnocelli, que trabalhava em uma empresa de basalto, era solteiro e morava com a sua irmã. Os depoimentos do caso Pagnocelli deverão ser concluídos esta semana. 

Conforme a Polícia Civil, ainda não está clara a forma como o homem teria abordado as mulheres.  A família de Pagnocelli não acredita que ele tenha assediado as mulheres e aponta que a morte tenha ocorrido por outro motivo. “Não tem prova nenhuma e nada que sustente essa versão. Há imagens muito fortes que mostram que havia intenção de matar e que nada tinham a ver com o acontecido”, disse uma prima da vítima. O caso está sendo investigado como homicídio qualificado, já que Arlindo não teve chance de defesa.


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