Polícia Civil vai apurar o protesto de grupo de anarquista em Porto Alegre

Polícia Civil vai apurar o protesto de grupo de anarquista em Porto Alegre

Ato ocorreu próximo do Campus Central da Ufrgs

Uma barreira de fogo com pneus foi montada na via pública

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A Polícia Civil vai apurar o protesto realizado por um grupo de anarquistas hoje na rua Sarmento Leite, próximo do Campus Central da Ufrgs, em Porto Alegre. Uma barreira de fogo com pneus foi montada na via pública, interrompendo o trânsito no local. O efetivo do 1º Batalhão de Bombeiros Militar foi mobilizado e extinguiu as chamas, sendo removido o material queimado que obstruía o trecho. Policiais militares do 9º BPM prestaram apoio, inclusive retirando duas faixas colocadas pelos suspeitos no viaduto Imperatriz Leopoldina, situada no cruzamento com a avenida João Pessoa. Os manifestantes não foram localizados.

Pelo teor do que estava escrito nas faixas, o ato foi um protesto contra a decretação da prisão dos anarquistas chilenos Francisco Javier Solar e Mónica Andrea Caballero, ocorrida no sábado passado. A Justiça decretou a detenção preventiva da dupla que foi acusada pelo Ministério Público por ser responsável por dois crimes de remessa e colocação de explosivos, entre outros, no período entre os meses de julho e fevereiro do ano passado na Região Metropolitana de Santiago.

Na Espanha, o casal anarquista colocou explosivo, composto por uma bomba de gás e dois quilos de pólvora negra e um relógio ativador, na Basílica do Pilar em Zaragoza, em outubro de 2013. O atentado provocou fortes danos materiais no templo, além de ferir uma mulher. Em 2017, Francisco Javier Solar e Mónica Andrea Caballero terminaram de cumprir suas penas e retornaram ao Chile.

Em entrevista ao Correio do Povo, o titular da 1ª DP, delegado Paulo César Jardim, confirmou a abertura de inquérito. Ele adiantou inclusive que uma equipe da delegacia já foi mobilizada no caso. “Podemos ter dano ao patrimônio público, formação de quadrilha e pertubação de sossego e tranquilidade”, avaliou preliminarmente. Ele disse que o primeiro passo é identificar quem são os autores. Imagens de câmeras de monitoramento estão sendo procuradas na região. “Os grupos que realizam manifestações em Porto Alegre serão investigados”, anunciou. O delegado Paulo César Jardim mão apontou quem são os suspeitos para não prejudicar o trabalho investigativo, mas admitiu que podem ser os mesmos que já cometerem atentados com coquetel molotov na cidade no passado.

Já o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Fernando Gralha Nunes, manifestou preocupação pela natureza do protesto. “Vamos trabalhar junto com a Polícia Civil. Vamos estabelecer uma parceria. Estamos atentos e vamos intensificar as ações e abordagens”, assegurou, enfatizando a importância da prevenção para eventuais atentados de dimensões maiores. “Quando chegamos já tinham fugido”, observou, referindo-se ao momento em que o efetivo do 9ºBPM foi acionado e se deslocou para o local.


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