Polícia Federal deflagra operação contra fraude no Auxílio Emergencial no RS e SC

Polícia Federal deflagra operação contra fraude no Auxílio Emergencial no RS e SC

Organização criminosa provocou prejuízo de R$ 2 milhões e lesou ao menos 3 mil beneficiários

Correio do Povo

Em torno de R$ 60 mil e documentos foram apreendidos na ação

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira a operação Yandex, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por saques do auxílio emergencial mediante fraude em diversos estados no país. A estimativa é de que o grupo tenha fraudado cerca de 3 mil benefícios principalmente no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais O prejuízo estimado é de ao menos R$ 2 milhões. Há indicativos de lavagem de dinheiro e patrimônio em nome de terceiros por parte da organização criminosa.

Houve o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Canoas e Parobé, no Rio Grande do Sul, e ainda em Palhoça e Ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. Os agentes da PF recolheram em torno de R$ 60 mil em dinheiro, notebooks, telefones celulares e documentos de interesse da investigação. Drogas também foram recolhidas.

Seis golpistas, todos jovens, estão sendo investigados pela PF. Cinco deles são gaúchos, sendo quatro homens e duas mulheres. O sexto suspeito, um estudante universitário catarinense, seria o mentor e líder do esquema fraudulento. Aluno de um curso de comunicação visual, ele é de Palhoça, mas foi detido em Jurerê Internacional. As outras três prisões ocorreram em Canoas.

A investigação da Polícia Federal começou em maio do ano passado, quando a Brigada Militar de Taquara apreendeu um caderno com CPFs de possíveis beneficiários do Auxílio Emergencial. Nele havia endereços de e-mail e senhas com indicação de saques e valores. Na abordagem, os policiais militares apreenderam também armas e drogas.

A partir dessas informações, a Polícia Federal realizou inúmeras diligências. O trabalho investigativo identificou a forma de atuação do grupo criminoso, que consistia na obtenção de CPFs de potenciais beneficiários do Auxílio Emergencial e criação de e-mails e cadastramento no site da Caixa Econômica Federal. Após o depósito dos valores. A organização criminosa efetuava o pagamento de boletos de compras com o dinheiro obtido ilicitamente.

 

 


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