Polícia investiga ataque com explosivo ao Samu em Porto Alegre

Polícia investiga ataque com explosivo ao Samu em Porto Alegre

Criminosos atiraram um artefato caseiro explosivo contra dois servidores da Samu, na avenida Ipiranga, nesta segunda-feira

Felipe Samuel

"É uma agressão a uma instituição da cidade que visa à preservação da saúde", afirmou Mottin

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A 11ª Delegacia de Polícia investiga a ação de criminosos que atiraram nesta s um artefato caseiro explosivo contra dois servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na avenida Ipiranga, na Zona Leste. No início da tarde, eles foram alvo de um Corsa preto que passou pela via. Um passageiro arremessou o explosivo em direção ao veículo do Samu, que estava estacionado. Um técnico de enfermagem e o motorista, que arrumavam material da ambulância na via para iniciar atendimento foram atingidos e sofreram escoriações nas pernas.

Levados ao Hospital de Pronto Socorro para exames, os dois acabaram liberados durante a tarde. Coordenador do Samu Porto Alegre, Marcos Mottin explica que a explosão ocorreu às 13h18, conforme imagens captadas pelo Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (CEIC). Mottin afirma que os funcionários do Samu haviam terminado de almoçar e faziam a reposição do estoque da ambulância. "É uma agressão a uma instituição da cidade que visa à preservação da saúde, que ajuda a população em tempos difíceis. E sofrer uma agressão gratuita dessas", lamenta.

Mottin destaca que as vítimas tiveram lesões nas pernas e ficaram "com diminuição" da audição. "Eles ficaram com zumbido nos ouvidos. O maior risco dessas explosões é ter ruptura de tímpano, mas não houve ruptura de tímpanos", relata. A perícia recolheu na via e na calçada resquícios de material plástico que compunha o artefato para análise em laboratório. "Tinha alguma coisa plástica, diferente de rojão, que não que tem esse componente", observa. O titular da 11ª DP, delegado André Mocciaro, afirma que a polícia ainda investiga a motivação e os autores do ataque.

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Um áudio que circulou pelas redes sociais, com supostas ameaças de um detento por conta da proibição de visitas nos presídios, aumentou o rumor sobre o ataque, que poderia ser uma retaliação. O delegado Mocciaro reconhece a existência do áudio mas não vê relação com a ação de ontem. Por uma rede social, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lamentou o episódio e informou que imagens de câmeras de segurança já foram solicitadas ao CEIC para identificar os autores. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) não se manifestou.


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