Polícia investiga estelionatários que usavam cartões de vítimas para fazer compras

Polícia investiga estelionatários que usavam cartões de vítimas para fazer compras

Justiça indeferiu os 10 pedidos de prisão feito para 8ª DP de Porto Alegre

Correio do Povo

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A Polícia Civil investiga uma quadrilha de estelionatários que usava cheques e cartões de vítimas, inclusive de uma prefeitura, para efetuar compras de produtos, como vinhos, queijos e cortes de carnes de marcas nobres, além de sacar todo o dinheiro de contas bancárias e contrair empréstimos em nome das mesmas. Na manhã desta quinta-feira, a 8ª DP de Porto Alegre desencadeou a operação Apate para aprofundar a investigação em torno de dez criminosos. No entanto, os pedidos de prisão foram indeferidos pela Justiça. Os agentes tiveram apenas de cumprir nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Viamão. Houve o recolhimento de quase R$ 10 mil em dinheiro, dezenas de cheques de terceiros, maconha, celulares, documentos e cartões de vítimas.

Segundo a delegada Vandi Lemos Tatsch, a investigação teve início após o conhecimento da prática de estelionato com uso de cheques extraviados há alguns anos da Prefeitura Municipal de Alvorada. “Os cheques eram usados em compras realizadas em estabelecimentos comerciais situados na região da 8ªDP”, relatou. A delegacia fica no bairro Petrópolis.

Integrante da equipe de investigação da 8ªDP, o inspetor Eduardo Vieira contou que os cheques do Banco do Brasil foram furtados possivelmente entre 2006 e 2007 da Prefeitura de Alvorada. Sempre bem vestidos, os criminosos compareciam várias vezes nas lojas de produtos nobres para ganhar a confiança. Eles justificavam que os produtos seriam para eventos promovidos pelos municípios, sendo então utilizados os cheques. “Apenas três compras somaram entre R$ 12 mil e R$ 15 mil”, observou.

Além disso, explicou o inspetor Eduardo Vieira, a quadrilha também furtava documentos e cartões bancários dentro das bolsas de mulheres, sobretudo idosas, no interior dos ônibus cujas linhas cruzam bairros como Petrópolis e Menino Deus, entre outros. “Muitos cartões estavam com as senhas juntos”, constatou, acrescentando que, em torno de meia hora depois dos furtos, os ladrões já encontravam-se em uma agência bancária junto ao camelódromo, na área central da cidade. Saques, transferências de dinheiro e empréstimos eram feitos em nomes das vítimas, bem como a emissão de dezenas de cheques que imediatamente eram usados em compras no comércio.

“Teve um caso de um empréstimo no valor de R$ 60 mil em nome da vítima”, assinalou. O trabalho investigativo apurou que, entre os dez suspeitos estão os estelionatários e os “laranjas” que emprestavam suas contas para as transferências. “Eles podem continuar atacando”, alertou o inspetor.

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