Polícia prende duas pessoas ligadas a detento que coordenava rede de tráfico de dentro da Pasc

Polícia prende duas pessoas ligadas a detento que coordenava rede de tráfico de dentro da Pasc

Homem, que cumpria prisão domiciliar, cometeu um assalto em maio de 2020 e passou a ameaçar uma testemunha

Sidney de Jesus

Operação Cherokee do Ministério Público, que visa para combater crimes de coação, terminou com duas pessoas presas

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul desencadeou nesta segunda-feira a Operação Cherokee, que visa para combater crimes de coação, falso testemunho, obstrução à Justiça e comércio ilegal de armas de fogo. Duas pessoas foram presas.

Foram cumpridos, com apoio da Brigada Militar e da Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen), seis mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha, Viamão e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Durante a ação foram apreendidos celulares, armas, munições, drogas, documentos e mais de R$ 40 mil reais em espécie.       

De acordo com o promotor de Justiça Criminal Luiz Eduardo Ribeiro de Menezes, a Operação Cherokee teve início quando o Poder Judiciário identificou que uma vítima de roubo de veículo estava faltando injustificadamente às audiências para reconhecimento do autor do crime. O Ministério Público foi acionado e apurou que a mulher não comparecia por conta das ameaças que vinha sofrendo.

“Mandavam mensagens para ela dizendo que sabiam o seu endereço, suas rotinas e seu local de trabalho. E que, se identificasse o autor do roubo, ela e seu filho seriam mortos”, detalhou o promotor.

No decorrer da investigação, o MP descobriu que o homem apontado como autor do roubo estava preso na Pasc e, de lá, comandava uma rede de tráfico de drogas e armas. Ele deixou a prisão durante a pandemia, entre 23 de março e 18 de maio, alegando doença e apresentou, inclusive, documentos forjados de um suposto emprego.

Cumprindo prisão domiciliar, cometeu o assalto em maio de 2020, quando roubou a caminhonete Cherokee da vítima e passou a ameaçá-la. “A pena dele soma mais de 97 anos de prisão, inclusive homicídio”, observa o promotor. Entre a documentação apreendida, estão papéis que comprovam que o emprego alegado não passava de um álibi para que o apenado continuasse cometendo crimes na rua.

Prisões e mandados 

Um dos mandados foi cumprido na casa da companheira do detento, em Gravataí. Ela foi presa. Cabia a ela fazer as ameaças por mensagem de WhatsApp a mando do autor.

Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa da empregada, em Cachoeirinha. O marido da diarista foi preso por posse de munição e arma.

Outros três mandados foram cumpridos na sede da empresa que forneceu o atestado de emprego, em Porto Alegre, e em outros dois endereços ligados ao dono e à filha dele, em Viamão e Porto Alegre. Também foi cumprido mandado na cela do detento.

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