Porto Alegre tem 31 veículos roubados ou furtados por dia

Porto Alegre tem 31 veículos roubados ou furtados por dia

Dado referente ao ano de 2017 foi divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Segurança Pública

Correio do Povo

Dados foram apresentados pelo secretário Cezar Schirmer

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Porto Alegre registra, em média, 31,57 veículos roubados ou furtados por dia, ou seja, mais de um carro é levado por hora na capital gaúcha. Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, elencou o combate a esse tipo de crime como prioridade para 2018. Na ocasião, ele apresentava um balanço da criminalidade em todo o Rio Grande do Sul.

Os crimes se repetiram 11.524 vezes em todo o ano de 2017, de acordo com dados da Secretaria de Segurança. Do total, 3.095 são relacionados a furtos – quando o veículo é levado sem a presença do condutor - e 8.429 a roubos – quando há uso de violência psicológica ou física.

Em entrevista à Rádio Guaíba, Schirmer disse que Porto Alegre é uma das capitais com maior número de ocorrências de furto e roubos de veículos. Para ele, o que preocupa é que, muitas vezes, esse tipo de crime não se trata apenas da perda de patrimônio. “Muitas vezes os veículos são usados pelos criminosos para cometer outros crimes, como assalto a banco”, ressaltou o secretário.

Se comparado a 2016, o número total de furtos e roubos caiu 2,1% em 2017, assim como em todo o Estado. Contudo, analisando os números separadamente se percebe aumento no número de roubos em 3%.

Queda no número de latrocínios

Os crimes contra a vida registraram queda em 2017. O número de latrocínios (roubo seguido de morte) foi o que mais diminuiu. Enquanto em 2016, foram registradas 40 ocorrências deste tipo, em 2017 foram apenas 13, representando queda de 67,5%. O número de homicídios dolosos também apresentou redução: foram 705 em 2016, contra 567 em 2017.

Foi exatamente o alto número de latrocínios em 2016 que fez com que a Força Nacional começasse a atuar na capital gaúcha em agosto daquele ano. O estopim - para que o Estado solicitasse ajuda do governo federal - foi a morte de Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos. Ela foi assassinada a tiros por criminosos que queriam roubar o seu carro. O crime aconteceu em frente a uma escola na zona Norte e foi presenciado por uma das filhas da vítima.

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