Preso um dos envolvidos no assassinato de caseiro uruguaio em sítio de Gravataí

Preso um dos envolvidos no assassinato de caseiro uruguaio em sítio de Gravataí

Ação da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa ocorreu em Cachoeirinha

Correio do Povo

Agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão e outro mandado de prisão preventiva no bairro Vista Alegre, em Cachoeirinha

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A operação Hermano foi deflagrada na manhã desta segunda-feira pela Polícia Civil para capturar um dos envolvidos no assassinato de um caseiro de nacionalidade uruguaia ocorrido em abril em Gravataí. Agentes da Delegacia de Polícia de Homicídios  e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Gravataí, coordenados pelo delegado Eduardo Limberger do Amaral, cumpriram dois mandados de busca e apreensão e outro mandado de prisão preventiva no bairro Vista Alegre, em Cachoeirinha. O alvo da ação, um indivíduo de 27 anos, com antecedentes criminais por tráfico de drogas e receptação, foi preso. Um celular foi recolhido. O cúmplice do crime está foragido. “O inquérito será concluído ainda nesta semana e os dois autores vão responder por homicídio qualificado”, adiantou o delegado. 

O crime ocorreu em 12 de abril no bairro Costa do Ipiranga. O uruguaio, de 38 anos, conhecido como “Nove Dedos” e que estava foragido em seu país, foi encontrado caído no lado externo de um galpão. A investigação da DPHPP de Gravataí apontou que o sítio em que a vítima trabalhava servia também como local de festas. O caseiro foi morto com quatro disparos de arma de fogo e golpes de faca. A motivação do crime foi fútil e está liga ao comportamento da vítima. Conforme o delegado Eduardo Limberger do Amaral, o caseiro teria assediado mulheres em uma festa promovida na propriedade.

O trabalho investigativo identificou então os dois autores do assassinato de “Nove Dedos”, que encontrava-se foragido das autoridades de seu país desde o dia 14 de dezembro de 2018 quando fugiu da Unidade Prisional Nº7, da cidade de Canelones. Ele estava recolhido até então no sistema prisional depois de ter sido preso por um assassinato de um traficante em setembro de 2017 na cidade de Rivera. Na época, 11 pessoas chegaram a ser detidas, sendo que cinco delas foram processadas pelo crime.


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