Presos fazem motim na penitenciária de Santana do Livramento
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Presos fazem motim na penitenciária de Santana do Livramento

Restrições a entrada de algumas sacolas de alimentos teria motivado a rebelião

Do lado de fora, familiares de detentos e vizinhos da Penitenciária Estadual de Santana do Livramento acompanharam o motim na tarde deste domingo

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Apenados da Penitenciária Estadual de Santana do Livramento promoveram uma rebelião neste domingo. Por volta das 16 horas, um grupo de presos do Pavilhão C iniciou a revolta. Os detentos atearam fogo em colchões e alguns subiram no telhado das instalações. A confusão iniciou devido a novas exigências nas visitas, em que determinadas sacolas com alimentos não poderiam entrar na casa prisional. Para encerrar o motim, os presos exigiam a presença de um juiz. O titular da Vara Criminal da comarca de Livramento, Gildo Meneghello Júnior, compareceu, e acompanhado de agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), escutou as reivindicações dos apenados. A situação foi contornada por volta das 18h30, sem fugas, nem qualquer tipo de ferimento grave.

Logo quando começou, a Brigada Militar e a Polícia Civil foram acionadas. Houve disparos de bala de antimotim e bombas de efeito moral foram lançadas pelos brigadianos. Pelo menos seis apenados chegaram a subir no telhado do Pavilhão C. "Eles pediram para falar com o juiz e a Susepe. O juiz conversou com os apenados. Em nenhum momento achamos difícil a situação, usamos todos os protocolos que a Brigada Militar tem na sua doutrina", esclarece o comandante do 2º Regimento de Polícia Montada (2º RPMon), tenente-coronel Glademir Barbosa Otero. A delegada regional de Polícia Civil, Ana Tarouco, também acompanhou a ação, bem como o Corpo de Bombeiros.

O presídio, situado na Rua Vicente Ilha de Vargas, tem capacidade para 132 presos e atualmente possuía quase 200 detentos, segundo levantamento mais recente da Susepe. Os pavilhões A e B não estiveram envolvidos no motim. A Susepe informou que alguns presos tiveram ferimentos leves e quatro celas ficaram com pouca avarias.