Quadrilha que usava "chapolin" para roubar ou furtar veículos é desarticulada pela Polícia Civil

Quadrilha que usava "chapolin" para roubar ou furtar veículos é desarticulada pela Polícia Civil

Criminosos agiam nos estacionamentos de shoppings e supermercados na Região Metropolitana de Porto Alegre

Correio do Povo

Equipamentos foram apreendidos na operação da 1ª DP de Canoas

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A Polícia Civil deflagrou ao amanhecer desta sexta-feira a operação Parking com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em furto e roubo de veículos com o uso do equipamento conhecido como “chapolin”. O aparelho é utilizado para bloquear ou desbloquear as travas e alarmes de segurança dos carros. Os criminosos atuavam nos estacionamentos de shoppings e supermercados na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Houve o cumprimento de dez ordens judiciais contra o crime organizado, sendo quatro mandados de prisões e outros seis mandados de busca e apreensão em Canoas, Sapucaia do Sul e São Leopoldo. Os policiais civis detiveram quatro criminosos, apontados como os líderes. Outros 21 indivíduos permanecem sendo investigados.

Os suspeitos presos vão responder pelos crimes de roubo e furto de veículos, receptação e organização criminosa. Os agentes recolheram dois “chapolins”, ferramentas, radiocomunicadores e telefones celulares, entre outros objetos.

A investigação foi realizada ao longo de dois meses pela equipe da 1ª DP de Canoas. Segundo o delegado Rafael Pereira, o trabalho investigativo reúne “robustos indícios de autoria encontrados em diversos elementos de áudio e vídeo, restou demonstrado que o grupo de criminosos utilizava do dispositivo bloqueador de sinal para ingressar em automóveis e furtar objetos de seu interior”.

De acordo com ele, um dos ataques da quadrilha ocorreu no estacionamento de um estabelecimento comercial em Canoas. Na ocasião, os criminosos entraram em três veículos no local.

“Em outro vídeo, outro integrante entra em três veículos em um minuto e meio”, observou. “Por meio da análise de dados, extenso conteúdo foi encaminhado para o Poder Judiciário”, acrescentou.

O delegado Rafael Pereira constatou ainda que, nas mídias e redes sociais analisadas, os bandidos se orgulhavam do “comportamento socialmente lesivo, enaltecendo suas ações”. Todos os investigados possuem diversos antecedentes, como furto qualificado, roubo, receptação e organização criminosa.

Conforme o titular da 1ª DP de Canoas, a operação Parking teve como objetivo “frear a intensa reiteração criminosa por parte dos alvos” e buscar “outras provas que possam determinar a participação de outros envolvidos nos ilícitos, bem como recuperar possíveis objetos furtados e instrumentos do crime, além de outros elementos que possam auxiliar nas investigações”.

Já o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, destacou que “a operação tem máxima importância tendo em vista que as ações do grupo criminoso têm alcance em boa parte do Estado do Rio Grande do Sul, lesando a comunidade de sobremaneira em um momento tão frágil de pandemia que estamos atravessando”.


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