Quarta pessoa se feriu em ataque a tiros em frente ao Hospital Cristo Redentor

Quarta pessoa se feriu em ataque a tiros em frente ao Hospital Cristo Redentor

Jovem foi atingida no braço enquanto grupo perseguido por criminosos chegava em busca de socorro

Christian Bueller

Policiais foram destacados para evitar novos ataques

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Há uma quarta pessoa ferida após ataques de grupo criminoso contra integrantes de facção rival, que culminou no tiroteio em frente ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira. Segundo a Brigada Militar, uma mulher que acompanhava os três jovens baleados na Vila Nazaré, por criminosos da Vila São Borja, na zona norte da Capital, foi atingida no braço. Ela nega que estivesse com os feridos no momento do incidente, porém.

Familiares socorreram os alvejados em direção ao hospital, mas foram perseguidos pelos atiradores até a entrada para veículos da Emergência do Cristo Redentor. Ao contrário do informado inicialmente, não houve invasão no prédio, o ataque se deu de dentro de um Ford Fiesta cinza. O comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel André Ilha Feliú, detalhou: “Nenhum dos atiradores desembarcou do veículo, que não parou na frente do hospital”, afirmou. O comandante informa que os três feridos no primeiro tiroteio tem antecedentes criminais.

Já o administrador do hospital, Luis Carlos Pinto ressaltou que “foi um grande número de disparos”, ainda que nenhum tenha atingido o prédio. “As duas portas de vidro estilhaçaram porque as pessoas que estavam na entrada, todas, com medo, tentaram entrar ao mesmo tempo para escapar dos tiros, que foram muitos”, disse. O gestor informou que as imagens das câmeras de monitoramento foram disponibilizadas à polícia, a quem agradece pela rapidez na chegada ao hospital. “Tanto Brigada Militar quanto a Polícia Civil chegaram logo em seguida”. Segundo ele, nenhum funcionário do hospital ou paciente ficou ferido no ataque.

A vendedora ambulante Fátima Ramos foi uma das pessoas que saíram correndo durante o ataque. Mas ela saiu em direção oposta, para a avenida Assis Brasil. “Não vi nem quando quebraram a porta. Corri porque parecia que tinham jogado uma bomba”, descreve. Há dez anos vendendo lanches e café em frente ao Cristo Redento, Fátima disse que nunca viu nada igual. “Teve um tiroteio uma vez (em abril de 2016), mas eu não estava aqui”, lembra, ainda impactada com o que presenciara.

Pouco após o ataque, viaturas da Brigada Militar seguiram em direção ao Sarandi na busca dos atiradores. Outros policiais se posicionaram em frente ao hospital para passar a noite em vigília. Um dos baleados estava em estado grave e passou por cirurgia. Os outros feridos, incluindo a jovem atingida no hospital, estavam estáveis.

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