Quatro suspeitos de aplicar o "Golpe da Venda da Casa" são presos pela Polícia Civil

Quatro suspeitos de aplicar o "Golpe da Venda da Casa" são presos pela Polícia Civil

Criminosos ofereciam imóveis, com valores abaixo de mercado, nas redes sociais e sites

Correio do Povo

Sete ordens judiciais foram cumpridas em São Leopoldo e Uruguaiana, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul

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Quatro suspeitos de envolvimento no "Golpe da Venda da Casa" foram presos na manhã desta sexta-feira pelos agentes da DP de Esteio, sob comando da delegada Luciane Bertoletti. A ação contou com o apoio da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.

Os investigados vão responder pelos crimes de extorsão e associação criminosa. As prisões ocorreram durante o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e de três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados em São Leopoldo e Uruguaiana, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. A delegada Luciane Bertoletti revelou que ao menos nove vítimas do esquema já foram identificadas e tiveram prejuízos de R$ 600 mil.

O “Golpe da Venda da casa” consiste no anúncio de venda de um imóvel nas redes sociais, muito abaixo do valor de mercado. Os golpistas utilizam sites renomados e destinados à compra e venda de imóveis, visando não levantarem qualquer desconfiança.

A vítima interessada faz contato com o suposto vendedor que a direciona para uma conversa individual via aplicativo WhatsApp. Em seguida é feito o convite e definida uma data para visitação e vistoria no imóvel.

Após a negociação e o acerto do valor da entrada, com o pagamento do sinal, a vítima é levada ao tabelionato para os trâmites burocráticos. No entanto, é apenas realizado um simples reconhecimento de firma das assinaturas.

Passado o período acordado para a entrega do imóvel e imissão na posse, a vítima, que já pagou parte significativa do valor da compra, em torno de 70%, é ameaçada e constrangida pelo criminoso. O golpista finge então ser o real proprietário do imóvel e alega que a venda foi feita pela ex-companheira e sem o consentimento dele.

A partir desse momento, o criminoso passa a amedrontar a vítima, ameaçando-a de morte e de colocar fogo no bem, caso se aproxime da casa. Ele informa também ser presidiário e integrante de facção, com todos os meios à disposição para que o negócio não se concretize.

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, afirmou que o objetivo agora é identificar outras prováveis vítimas do golpe. Ele alertou ainda a população para que, quando forem adquirir um imóvel, procurarem instituições com alguma credibilidade e desconfiem quando o preço for muito abaixo daquele praticado no mercado.

Os presos foram encaminhados depois ao sistema prisional do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul.


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