Receita Federal e Denarc apreendem 1,6 tonelada de tetracaína na BR 448, em Porto Alegre

Receita Federal e Denarc apreendem 1,6 tonelada de tetracaína na BR 448, em Porto Alegre

Produto químico, avaliado em R$ 6 milhões, é misturado pelos traficantes na cocaína

Correio do Povo

Insumo estava escondido entre nove toneladas de sucata de um caminhão

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Um carregamento com 1,6 tonelada de tetracaína, insumo usado para ser misturado na cocaína, foi apreendido em uma operação conjunta da Receita Federal e do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil em Porto Alegre. O produto químico, de cor branca, foi avaliado em torno de R$ 6 milhões. O resultado da ação foi divulgado na manhã desta sexta-feira.

Na madrugada da última quarta-feira, um caminhão Mercedes-Benz 1113, com placas de Santana do Livramento, monitorado pela Receita Federal, foi abordado na BR 448 (Rodovia do Parque), perto da Arena do Grêmio. O veículo estava carregado com cerca de nove toneladas de sucatas, mas ocultava 150 caixas de papelão contendo sacos plásticos bem vedados no seu interior, cheios do produto químico, de cor branca, usado pelos traficantes.

O motorista do caminhão, de 28 anos, sem antecedentes, natural de Santana do Livramento, foi autuado em flagrante delito por tráfico de drogas. A confirmação de que a substância era tetracaína foi realizada pelo Departamento de Perícia Laboratorial do Instituto-Geral de Perícias, que emitiu laudo oficial do teste positivo com reagentes. "Em altas doses, associada à cocaína, a tetracaína pode ocasionar depressão do sistema nervoso central, com risco até de parada cardíaca, coma e morte por overdose", alertou o IGP.

Conforme a Receita Federal, as duas instituições monitoravam nos últimos meses as rotas rodoviárias que seriam utilizadas para transporte de drogas, armas e produtos ilícitos, da fronteira com o Uruguai para Porto Alegre.

O delegado Alencar Carraro, do Denarc, observou que a tetracaína é “um anestésico local extremamente potente, sujeita a controle e fiscalização pela Anvisa”. Ele destacou que o combate às organizações criminosas exige a atuação conjunta das diversas instituições. “A Receita Federal e o Denarc têm desenvolvido diversas ações em conjunto que propiciaram excelentes resultados na localização de drogas, armas e demais bens de origem ilícita, e na identificação de criminosos que atuam organizadamente”, frisou.

Segundo o delegado Alencar Carraro, um inquérito policial foi aberto para aprofundamento das investigações, visando identificar os demais envolvidos no transporte de drogas e insumos oriundos da fronteira para a Capital e Região Metropolitana.


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