Regina Becker Fortunati defende lei com aumento da pena para maus tratos a cães e gatos

Regina Becker Fortunati defende lei com aumento da pena para maus tratos a cães e gatos

Secretária e ativista da causa animal lembra que proposta foi debatida pela sociedade

Correio do Povo

Quase cego e surdo, já velhinho, Vira-lata Diuni é protegido por família da vila Planetário, em Porto Alegre

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Além da titular da Delegacia do Meio Ambiente (DEMA) do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil, delegada Marina Goltz, a secretária estadual do Trabalho e Assistência Social e ativista da causa animal, Regina Becker Fortunati, também manifestou-se a favor do projeto de lei que aumenta a pena para quem cometer maus-tratos contra cães e gatos. A proposta, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda, depende agora de sanção presidencial. “Aumentar a pena não tem um efeito prático do ponto de vista da aplicação da sanção. Temos consciência disto, mas foi um debate que foi leva à opinião pública e fez com que a sociedade se mobilizasse e tomasse conhecimento desta questão: que existe uma lei que se praticar atos de crueldade e de maus tratos, a pessoa pode ir presa”, declarou Regina Becker Fortunati nesta sexta-feira.

A secretária era a favor do projeto de lei 134, do deputado federal Ricardo Izar, protocolado em 2018, por que estabelecia também que animal não era “coisa” e criminalizava a zoofilia, avançando na questão. Segundo Regina Becker Fortunati, a proposta pretendia modificar o status jurídico do animal. “É uma discussão interminável. Não há consenso”, reconheceu, referindo-se à demora na tramitação. Mesmo assim, Regina Becker Fortunati considerou que o projeto de lei 1095, de autoria deputado federal Fred Costa, e agora aprovado pelo Senado, é importante. “A sociedade brasileira tem que entender que uma crueldade não exclui outra crueldade, independentemente de ser praticada contra humanos ou animais. Atrás dessas criaturas existe vida e a vida tem que ser respeitada”, concluiu.

Cão vira-lata Diuni

Enquanto existem pessoas que maltratam os animais domésticos, o cão vira-lata Diuni, na vila Planetário, no bairro Santana, em Porto Alegre, virou símbolo de quem ama e protege os companheiros de quatro patas, sejam cachorros ou gatos. Em entrevista à reportagem do Correio do Povo, a autônoma Lucilda Donato de Carvalho, 50 anos, contou que a família é a cuidadora e guardiã de Diuni. “Ele tem um 25 anos. Está bem velhinho. Ele enxerga muito pouquinho e está bem surdo. Ele passa mais tempo deitado”, revelou. “Ele é de rua e apareceu do nada, bem filhotinho. Aí começamos a cuidar dele. Cuidamos direitinho dele. Ele ficou com nós”, lembrou. “Ninguém toca nele aqui”, enfatizou. “Certa vez um deu uma paulada nele, mas aí levou um couro dos moradores”, recordou. Lucilda Donato de Carvalho concordou com o projeto de lei que aumenta a punição para quem maltratar cães e gatos. “Não é para qualquer animal apanhar...Eles são os filhos da gente”, concluiu.

 


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