Sábado de homenagens a João Alberto em Porto Alegre

Sábado de homenagens a João Alberto em Porto Alegre

Prédio do supermercado Carrefour foi tomado cartazes e flores na Zona Norte da Capital

Cláudio Isaías

Mensagens de protesto contra morte de João Alberto

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As homenagens a João Alberto Silveira Freitas, o Beto, continuam neste sábado após o seu assassinato ser registrado em vídeo em Porto Alegre. O prédio do supermercado Carrefour na avenida Plínio Brasil Milano, no bairro Passo D'Areia, na zona Norte, está tomado de cartazes e flores deixados por pessoas que passaram pelo local. São frrases relacionadas ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e outras, ao lado do logotipo do Carrefour, que dizem: "PM assassino" e "Racismo é inveja".

Na frente do prédio do Carrefour, foram colocados cartazes com as mensagens: "A Carne mais Barata do Carrefour é a Carne Negra", "Nossas Vidas Não estão em Oferta", "Vidas Negras Importam" e "Até quando você vai levar porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada". Beto foi sepultado sob aplausos na manhã deste sábado

Motoristas ao perceberam a presença das equipes de reportagem na frente do hipermercado buzinavam seus veículos como forma de apoio a Beto, morto covardemente nas dependências do supermercado. O Carrefour permaneceu fechado durante o sábado.

O prédio amanheceu com as marcas do protesto contra a morte de João Alberto na quinta-feira à noite. As paredes do prédio ainda estavam chamuscadas pelo fogo causado pelos manifestantes. Uma parte da estrutura externa estava quebrada e era possível visualizar pedaços de vidro e metal na calçada do hipermercado.

Um dos locais que ficou destruído pelo protesto foi o posto de combustível. Na manhã de sábado, muitas pessoas que passavam pela frente do supermercado paravam para olhar os estragos. Alguns pedestres apoiaram o protesto pacífico realizado na sexta-feira. Outros, criticaram a depredação do patrimônio da empresa. Uma moradora da Plínio Brasil Milano, que não quis se identificar, disse que a melhor maneira de protestar é a população boicotar o estabelecimento comercial. 

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Uma empresa contratada pelo Carrefour esteve no local, nas primeiras horas da manhã de sábado, para fazer a primeira parte da manutenção dos estragos. Funcionários de outras companhias, que possuem lojas dentro da unidade, também estiveram na parte externa do prédio na tentativa de contabilizar os prejuízos. O acesso ao hipermercado, que teve grades arrancadas estava sendo constantemente monitorado por soldados da Brigada Militar.

 


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