TJ-RS nega pedido de prisão de bancário que atropelou ciclistas em 2011

TJ-RS nega pedido de prisão de bancário que atropelou ciclistas em 2011

Tribunal alegou que devem ser aguardas tramitações de recursos em segunda instância

Correio do Povo

Bancário é julgado na segunda instância por atropelamento

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou, nesta sexta-feira, o pedido de prisão do bancário Ricardo Neis feito pelo Ministério Público. O bancário foi condenado a 12 anos e nove meses por atropelar 17 ciclistas do grupo Massa Crítica durante um evento na rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, em 2011. Segundo o TJ do Rio Grande do Sul, houve “falta de amparo legal”, pois todas as decisões determinam que se aguarde a tramitação de todos os recursos impetrados pela defesa em Segundo Grau, o que ainda não se concretizou. Neis ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça. O acusado continua em liberdade.

O atropelamento ocorreu por volta das 19h de 25 de fevereiro de 2011. Ciclistas do movimento Massa Crítica, que costumam pedalar pelas ruas de Porto Alegre divulgando a bicicleta como meio de transporte, foram atingidos pelo automóvel VW Golf dirigido pelo bancário. Ele teria ficado irritado por ter a passagem bloqueada pelo grupo. Nesse instante, jogou o carro para cima dos ciclistas, sendo que 16 foram atingidos. As imagens do atropelamento correram o mundo.

A prisão preventiva do bancário foi decretada em 2 de março de 2011. A liberdade provisória de Neis foi concedida em 7 de abril do mesmo ano. O réu recorreu ao Tribunal de Justiça do RS da sentença que determinou que ele fosse julgado pelo Tribunal do Júri. O TJ, no entanto, manteve a decisão de primeira instância. A defesa do bancário, então, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O recurso permaneceu na instância superior por um ano e meio. Em 2015, o processo retornou para a 1ª Vara do Júri de Porto Alegre. Foram realizadas várias diligências a pedido do Ministério Público e da defesa de Ricardo Neis. Em 27 de fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) negou o recurso de Neis, que está em liberdade. 


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