Venda ilegal de aves silvestres nas redes sociais é investigada pela Policia Civil

Venda ilegal de aves silvestres nas redes sociais é investigada pela Policia Civil

Ação dos agentes da Delegacia do Meio Ambiente do Deic foi deflagrada no bairro Restinga

Correio do Povo

Além das aves, os agentes recolheram gaiolas na residência dos responsáveis pelo comércio ilícito

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A Polícia Civil apura a venda ilegal de aves silvestres nas redes sociais. Agentes da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriram na manhã desta quarta-feira um mandado de busca e apreensão no bairro Restinga, em Porto Alegre. Segundo a delegada Marina Goltz, a ordem judicial foi cumprida em uma residência cujos moradores estão sendo investigados pelo comércio ilícito de pássaros na internet. Houve a apreensão de um canário da terra, um pintagol, um coleiro e uma caturrita, além de um ring neck azul, ave exótica que precisa de autorização dos órgãos ambientais para criação. As gaiolas foram também recolhidas junto com um celular de um indivíduo que estava na casa.

A titular da Dema observou que o trabalho investigativo começou a partir do anúncio nas redes sociais de venda de uma arara-canindé que não foi encontrada na ação na manhã desta quarta-feira. “Ela já deve ter sido vendida”, lamentou. Sobre a apreensão de poucas aves no local, a delegada Marina Goltz avaliou que “o normal é que vendam aos pouquinhos”. De acordo com ela, os pássaros são obtidos com fornecedores. Os responsáveis pelo comércio ilegal “ficam com o que conseguem vender e depois vão pedindo mais”.

Marina Goltz advertiu que os compradores também podem ser responsabilizados. Os agentes vão examinar as informações contidas no celular recolhido na ação. “Vamos tentar extrair os dados”, resumiu. A nova etapa da investigação será também para identificar os fornecedores que seriam os próprios caçadores. A titular da Dema criticou a retirada das aves do habitat natural, lembrando que nem sempre sobrevivem no cativeiro. “Muitas transmitem doenças”, alertou.

A ação faz parte da operação Voo Livre que busca coibir crimes contra aves da fauna nativa. Conforme a delegada Marina Goltz, o proprietário da residência onde foram apreendidos os animais responderá a procedimento policial pelo crime previsto nos artigos 29 e 31 da Lei de Crimes Ambientais, com penas de detenção de seis meses a um ano e multa, e de detenção de três meses a UM ano e multa, respectivamente. Ele vai responder em liberdade. “Já o responsável pelos anúncios havia sido preso por tráfico de drogas”, constatou. Os pássaros foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama.

Já em Garibaldi, uma operação da Polícia Civil, Ibama e Associação Riograndense de Proteção aos Animais resultou na apreensão de mais de 100 pássaros exóticos, alguns em risco de extinção e que estavam em cativeiros. O flagrante ocorreu na terça-feira durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em uma residência no bairro Três Lagoas. Houve ainda o recolhimento de armas de fogo, munição, objetos de caça e animais abatidos, entre os quais três quatis.


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