Após quatro adiamentos, CPI da Covid colhe o depoimento do dono da Precisa Medicamentos

Após quatro adiamentos, CPI da Covid colhe o depoimento do dono da Precisa Medicamentos

A empresa de Francisco Maximiano representou no Brasil o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, cujo o contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde é alvo de investigação

R7

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A CPI da Covid ouvirá nesta quinta-feira o sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A empresa representou no Brasil o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin - o contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde é alvo de investigação.

A Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo brasileiro e entrou na mira da Polícia Federal (PF) e da CPI depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Departamento de Logística do ministério, denunciou que estava sendo pressionado para liberar a importação. Ele é irmão do deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF), e ambos disseram ter apontado irregularidades e pressões sofridas ao presidente Jair Bolsonaro. Depois que as suspeitas tornaram-se públicas, o contrato foi suspenso.

O requerimento para a oitiva é senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O depoimento já foi adiado por quatro vezes. A primeira tentativa para ouvi-lo ocorreu em 23 de junho, mas os advogados avisaram na véspera que ele estava em quarentena, após retornar da Índia.

O compromisso foi remarcado para 1º de julho, mas foi adiado, uma vez que, no dia anterior, ele conseguira um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal concedendo-lhe o direito de ficar em silêncio para não se incriminar. A decisão depois se tornou praxe entre os depoentes da CPI, sendo que parte deles usa efetivamente o direito de ficar em silêncio durante a sessão.

Maximiano seria ouvido também em 14 de julho, junto com a diretora técnica da empresa, Emanuela Medrades, mas o comando da CPI decidiu que não seria possível ouvir os dois no mesmo dia.

Outro agendamento ocorreu para o dia 4 de agosto, logo na volta do recesso parlamentar, mas o empresário pediu a mudança de data porque novamente estava na Índia. Ele havia embarcado antes de ser notificado pela comissão, que optou por não tomar nenhuma medida. A direção da CPI chegou a avaliar o pedido de prisão de Maximiano, mas desistiu da ideia.


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