Ato contra Bolsonaro reúne milhares em Porto Alegre

Ato contra Bolsonaro reúne milhares em Porto Alegre

Manifestação iniciou no Centro e saiu por ruas da Cidade Baixa, sem registros de confusões

Eduardo Andrejew

Porto Alegre teve novo ato com milhares de pessoas contra o presidente

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Milhares de pessoas participaram neste sábado do protesto contra o governo de Jair Bolsonaro em Porto Alegre. Entre as reivindicações estavam a abertura do processo de impeachment contra o presidente, investigação das suspeitas de corrupção no seu governo, retorno do auxílio emergencial para desempregados e vacinação em massa contra a Covid-19.

De acordo com os organizadores, a mobilização reuniu partidos de esquerda, centro-esquerda e centro. Também estavam presentes sindicatos, movimentos sociais e integrantes das torcidas do Inter e do Grêmio. O ato contou com a participação de políticos como o deputado federal Paulo Pimenta (PT), Luciana Genro (PSol), Pedro Ruas (PSol) e a deputada federal Fernanda Melchionna (PSol). Durante todo o trajeto não houve registro de incidentes.

Mesmo com o grande volume de manifestantes, não houve divulgação oficial de estimativa por parte das autoridades. A concentração, como nas edições anteriores, começou às 15h no Largo Glênio Peres. Em pouco tempo os manifestantes já ocupavam também a avenida Borges de Medeiros. Entre os participantes estava o cientista da computação Natan Bueno, 40 anos. Para ele, o protesto era uma defesa da civilização contra a barbárie. Já a profissional de telemarketing Simone Moura, 50, listava a série de motivos para ir protestar: falta de vacinas, falta de emprego, corrupção. “Só não vê quem não quer”, disse.

Os manifestantes saíram da Borges, entraram na avenida Salgado Filho e seguiram pela João Pessoa. Quando entraram na Venâncio Aires, ainda havia muitas pessoas percorrendo a Salgado Filho, segundo testemunhas que acompanhavam o protesto do alto do viaduto Loureiro da Silva. No caminho, os manifestantes foram saudados por pessoas da janela e receberam buzinaços de apoio. Também houve xingamento de alguns. “Bando de pão com mortadela”, gritou um homem no carro. 

Da Venâncio, a mobilização entrou na rua João Alfredo e chegou a seu destino no Largo Zumbi dos Palmares. No local, líderes sindicais  se alternaram discursando no carro de som, pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro, medidas de apoio à classe trabalhadora e vacinação em massa.  

Além de apresentação musical, houve homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018. O ato encerrou por volta das 18h30min. 


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